Bem-vindos ao Impérios Rex e Lady Marian!

Bem-vinvos ao Impérios Rex e Lady Marian!


Este site foi criado objetivando trazer um pouco de entretenimento, ao meu ver, saudável, pelo menos pra mim, que gosto de escrever, ler e comentar, e a partir daí gerar discussões sobre os temas quadrinhos, cinema, seriados de TV e até pequenos textos, que poderão agradar a alguns e desagradar a outros tantos. Sem fins lucrativos, apenas mera distração inconsequente. Pode parecer similar a outros já existentes, mas perceberão com o tempo um diferencial agradável. Enfim, vamos entrar no espaço do Impérios Rex e Lady Marian. Sejam realmente bem-vindos! Este espaço é para todos!

sexta-feira, 15 de abril de 2022

 NOVIDADES EM BREVE


Vamos voltar muito em breve com muitos assuntos interessantes. Coleção Clássica Márvel, Princípe Valente em encadernados luxuosos da Planeta DeAgosrtini, em côres, Cavaleiro da Lua na TV. Muita coisa boa vem aí. Aguardem

sexta-feira, 31 de maio de 2019

A volta de um clássico




EM BREVE:

Príncipe Valente nos Tempos do Rei Arthur está de volta. A criação máxima de Harold Foster em belíssimos livros da editora Planeta deAgostini. Em côres. 
Aguardem




domingo, 29 de julho de 2018



CURIOSIDADES DE THE TOMB OF DRACULA 



A Tumba de Drácula (The Tomb of Dracula), foi uma aposta pesada da Marvel Comics nos quadrinhos de terror nos anos 70, e foi publicada  entre 1972 até 1979 com um total de 70 edições, firmando Drácula como um personagem canônico no Universo Marvel (mais recentemente, o personagem participou ativamente de um longo arco dos X-Men), com vários crossovers com outros personagens  e a criação de Blade, o caçador de vampiros. O sucesso dessa publicação levou a varias outras, inclusive o Monstro de Frankenstein, ainda que sem o mesmo sucesso.

Os primeiros seis números da revista, objetos desta matéria, foram originalmente publicados entre abril de 1972 e janeiro de 1973 e, recentemente, foram publicados no encadernado da Panini Comics na série Coleção Marvel Terror #1. No primeiro número, intitulado somente “Drácula”, vemos o renascimento do famoso Conde, depois que seu descendente, Frank Drake, decide viajar para a Transilvânia para visitar e, com a ajuda de seu amigo Clifton Graves e a noiva Jeanie, possivelmente explorar o potencial turístico do castelo e do nome Drácula (Drake é uma corruptela do nome mítico, claro) que ele herdou. Não demora nada e o esqueleto do monstro é achado em seu caixão por Clifton, com uma estaca fincada em seu coração, cortesia de Abraham van Helsing um século antes. Claro que a estaca é retirara e voilà, Drácula vive!
Pelo que reza a lenda (não a de Drácula…), quando Gerry Conway foi contratado para escrever a história, a arte de Gene Colan já estava pronta, com base em diálogos criados por Stan Lee e Roy Thomas, pelo que Conway não teve realmente muito espaço, apesar de receber crédito solo pelo roteiro. E, realmente, o resultado é uma história apenas interessante pela sua arte, mas que sofre de um roteiro extremamente expositivo – o estilo Stan Lee de escrever – que inibe a progressão narrativa. Todos os elementos clássicos do vampiro, porém, são mantidos, como o icônico fraque com capa de forro vermelho e a aparência nobre do Conde.
O primeiro número, que acaba com Jeanie transformada em vampiro, recebe uma continuação direta no segundo número – O Medo Interior! – esse sim escrito por Conway, que começa, ainda que discretamente, a acertar o rumo da história. A ação é transferida para Londres, após breves páginas ainda na Transilvânia, com Drácula viajando para lá para recuperar seu caixão, furtado por Frank. O Príncipe dos Vampiros é ajudado por Jeanie e a falta de urgência que marca o primeiro número abre espaço para uma boa quantidade de ação que, porém, ainda é muito limitada, explorando muito pouco os poderes dos vampiros. Outro problema é que Frank Drake é um herói muito simplista para realmente engajar o leitor.
Essa situação muda com a entrada de Archie Goodwin no roteiro logo no terceiro número. Ele nos apresenta aos personagens Rachel Van Helsing, bisneta (e depois neta, em leve retcon) de Abraham van Helsing, e seu ajudante indiano mudo e gigante Taj. Com isso, Frank Drake passa a fazer parte de uma equipe caçadora de vampiros, o que nos faz esquecer um pouco do quão insosso ele é. A história, intitulada Quem Espreita o Vampiro?, também é bem interessante e fecha o mini-arco referente ao caixão de Drácula, com o Conde controlando Graves como faz no clássico de Bram Stoker. Novamente os poderes do vampiro são desperdiçados e é muito fácil derrotá-lo, mas Goodwin imprime uma boa estrutura narrativa que inicia a efetiva caçada a Drácula.
No número seguinte, na história Pelo Espelho Sombrio!, um novo mini-arco é iniciado envolvendo o tal espelho do título, de propriedade da Senhora Strangway que, há 20 anos, tinha rosto lindo e corpo escultural e deseja tê-los novamente, nem que para isso tenha que se transformar em uma vampira. Ela é a compradora do Castelo Drácula e o vampiro vai atrás dela para recuperar o que é dele somente para receber uma oferta da mulher: vida eterna e aparência jovem em troca de um espelho que permitiria ao Conde viajar no tempo (sim, isso mesmo). Como todo pacto com o diabo, a coisa não funciona muito bem para a vítima na melhor história das seis aqui comentadas. Há angústia palpável na Sra. Strangway e Drácula ganha novos contornos ao reparar que ele nada mais é do que alguém completamente fora de seu tempo.
  
Em Morte a um Caça Vampiro!, escrito por Gardner Fox (o criador da Sociedade e da Liga da Justiça), Drácula, no passado (por intermédio do espelho) tenta matar Abraham van Helsing em uma história que se contradiz o tempo todo. Em determinado momento o vampiro está no passado depois de Van Helsing matá-lo e, em outro, ele está no passado antes de Van Helsing matá-lo. Fica muito confuso, mas, em última análise, o fato é que isso não importa realmente se pararmos para pensar. O importante é a viagem no tempo em si a perseguição de Drácula por Frank, Rachel e Taj em uma história que infelizmente deixa de aproveitar os paradoxos temporais.
Finalmente, em O Monstro da Charneca! (que mania de colocar exclamações…), o arco do espelho sombrio acaba, com Drácula voltando ao presente em um pântano – ou charneca – na Inglaterra, com nossos heróis ao seu encalço. Ele logo se alimenta de uma empregada local cujos patrões têm um segredo envolvendo o tal monstro do título. É um pouco lobisomem versus Drácula só que sem o conflito e sem a urgência de uma história dessa natureza.
Como mencionei, o grande destaque de todo esse primeiro arco de seis números é a arte de Gene Colan. Atmosférica e com traços elegantes, o famoso desenhista acerta o tom das histórias desde o primeiro número, marcando o começo de sua longa permanência na série. Como era comum na época, não há uso de splash pages ou mesmo imagens de maior destaque, mas o trabalho de Colan é fluido e seus personagens – especialmente as transformações de Drácula em morcego e vice-versa – são particularmente bem desenhados, com características próprias que os marcam sem muita dificuldade, mesmo no caso do sem graça do Frank Drake.
A Tumba do Drácula é, nesse começo, uma obra ainda cambaleante, mas que definitivamente diverte. O futuro traria muitos momentos interessantes, mas a constante e prazerosa arte de Colan já atrairá o leitor de HQs. Colan desenhou praticamente todos os números de Tomb of Dracula. Gene Colan morreu em 23 de Junho de 2011. Desenhou ainda com extrema maestria na Marvel: - Demolidor, Capitão América, Homem de Ferro, Guardiões da Galáxia (1ª formação), Namor, Doutor Estranho.


sábado, 28 de julho de 2018

A TUMBA DE DRÁCULA POR MARV WOLFMAN E GENE COLAN




O talento de Gerry Conway, Archie Goodwin, Gardner Fox, Marv Wolfman e Gene Colan trazem a volta de Drácula


O TERROR ESTÁ DE VOLTA  ( ou quase)


Recentemente, a Panini resolveu republicar histórias clássicas dos personagens de terror da Marvel, mais especificamente as histórias que retomaram o gênero na editora durante os anos 70. O primeiro foi a Tumba do Drácula, seguido por Motoqueiro Fantasma e, O Lobisomem. Mas, antes de qualquer coisa, é importante, especialmente para leitores mais jovens, levar em consideração alguns aspectos destas histórias.
Um deles é seu contexto histórico: durante muito tempo, as HQs americanas viveram sob a sombra do Comics Code Authority,  que impôs uma série de limitações sobre o que podia e o que não podia ser feito numa história em quadrinhos. Uma delas é que uma HQ não poderia exibir cenas de violência, crimes ou uso de drogas, e não poderia figurar monstros como vampiros, lobisomens ou outras criaturas macabras. Nem preciso dizer que isso praticamente sepultou o terror nos quadrinhos  (apenas editoras como a Warren seguiram publicando terror por conta do formato de suas revistas, que escapava do escopo do Comics Code).
Mas nos anos 70, houve uma revisão do código que permitiu o uso de monstros clássicos, como Vampiro, Lobisomem, Frankenstein, etc, desde que “no estilo dos clássicos vitorianos”. Foi a brecha que a Marvel precisava para trazer de volta os monstros dos quais a editora era bastante familiar. É nessa retomada que surgiram os personagens macabros da Marvel mais reconhecidos hoje, como O Lobisomem, O Motoqueiro Fantasma, o Homem Coisa e Blade.
O problema é que, apesar dessa revisão, o Comics Code ainda continuava com uma série de restrições, então era possível usar estes monstros, mas não dava para ir tão longe no quesito “terror”. O que estes personagens da Marvel se tornaram então foi um amálgama com o gênero dos super-heróis. É neste contexto que A Tumba do Drácula se encaixa.
Revisitando o clássico de Bram Stocker, a Marvel criou uma espécie de sequência passada nos tempos modernos (por “modernos” entenda, é claro, os anos 70), onde Drácula retorna à vida e segue tentando saciar sua sede de sangue. Para combatê-lo, temos a dupla formada por Frank Drake, um descendente do próprio Drácula, e Rachel Van Helsing, descendente do assassino do vampiro. A eles se junta, eventualmente, Dr. Quincy Harker, filho de Johnatan e Mina Harker, e ocasionalmente, personagens como o caçador de vampiros Blade.
Quanto às edições em si, não há muito o que comentar: a Panini preza, nestes volumes, pela lei do menor esforço e só joga as histórias traduzidas na edição, sem se preocupar com textos introdutórios ou em contextualizar o período. Não me incomodo nem um pouco com o tipo de papel que usam nestas compilações, mas material deste tipo pede ao menos alguma nota contextualizando o leitor desavisado. Não precisa contratar um historiador de quadrinhos e escrever um dossiê sobre o período, um pequeno texto já estava bom. Para piorar, há algumas referências a histórias publicadas aqui antigamente por editoras como a Bloch, e a edição possui notas de rodapé que apontam para essas edições – aparentemente sem se preocupar com o fato de que elas não podem mais ser encontradas em bancas; quando muito, com sorte, em sebos ou pela internet.


COLEÇÃO  MARVEL TERROR -  TUMBA DE DRÁCULA



A Tumba de Drácula Volume 01

O primeiro volume, que compila as primeiras 6 edições, tem um ritmo sinuoso, por conta da frequente troca de roteiristas. No entanto, serve como ponto de partida para restabelecer o vilão nos tempos modernos, introduzir seus antagonistas e posicioná-los dentro do universo Marvel da época. No entanto, várias histórias sofrem com problemas de narrativa (em especial a história em que Drácula consegue voltar no tempo e tenta matar Van Helsing – ainda bem que isso é resolvido em uma edição só). Neste volume, os roteiros ficam por conta de Gerry Conway, Archie Goodwin e Gardner Fox, com arte de Gene Colan.
(The Tomb of Drácula  01 à 06 e Drácula Lives 01)



 






A Tumba de Drácula Volume 02

A partir do segundo volume, que compila as edições 7 a 14 da revista original, a coisa ganha um ritmo mais equilibrado e temos participações de um personagem importante do universo sobrenatural da Marvel, Blade (com um visual classicamente anos 70). O plot se complica, conhecemos Quincy Harker e temos um pouco mais do uso de equipamentos modernos (mais uma vez, por “modernos” entenda dos anos 70) para tentar matar o Drácula, o que parece algo óbvio, mas que havia sido pouquíssimo explorado nas primeiras histórias. A introdução de Blade adiciona uma dinâmica muito mais interessante aos personagens, que deixam de ser os “heróis típicos” para serem os heróis Marvel típicos, ou seja, pessoas com seus problemas de personalidade e seus passados turbulentos. E não é a toa que a qualidade melhora: os roteiros passam a ficar sob comando de Marv Wolfman, enquanto que os desenhos permanecem com Gene Colan.
(The Tomb of Drácula 07 à 14) 





A Tumba de Drácula Volume 03

O terceiro volume, além de compilar as edições 15 a 21 de A tumba de Drácula, também traz a edição 15 de Werewolf by Night, protagonizada pelo Lobisomem Jack Russel. Apesar da presença do Lobisomem e de um tipo de Frankenstein, aqui já não existe mais intenção nenhuma de casar as raízes do personagem no terror e Drácula se transforma totalmente num anti-herói típico, com direito até a supervilão que é um cérebro numa “cuba” que quer roubar os poderes do vampiro (!). A qualidade cai um pouco, mas a partir deste volume é possível ter de forma bem clara a direção que a série seguirá – o que pode ser bom ou ruim, dependendo de quem lê.
(The Tomb of Drácula 15 à 21 e Werewolf by Night 15)








A Tumba de Drácula Volume 04


A Tumba do Drácula é uma boa pedida para colecionadores e para quem é interessado em histórias antigas – e leva em consideração o contexto em que essas histórias foram criadas. Não é necessário ter lido a obra original de Bram Stocker para seguir a história, mas talvez não seja uma hq muito recomendado para leitores casuais, nem para leitores acostumados apenas com HQs de super-herói, pois o ritmo é diferente, a narrativa é datada e talvez você queira gastar seu dinheiro com coisas mais contemporâneas.
(The Tomb of Drácula 22 à 27 - Giant-Size Chillers  01 e Giant-Size Drácula 02)









A Tumba de Drácula Volume 05

O volume 05  apresenta histórias originalmente publicadas em The Tomb of Drácula 28 à 32  - Giant-Size Drácula 03 e Giant-Size Drácula 04

















A Tumba de Drácula Volume 06

O Volume 06 apresenta histórias originalmente publicadas em The Tomb of Drácula 33 à 38 - Giant-Size Drácula 05 e Drácula Lives 01









                                                                       
          







A Tumba de Drácula Volume 07

O Volume 07 apresenta histórias originalmente publicadas em The Tomb of Drácula 39 à 44 - Doctor Strange 14 e Drácula Lives 02 


















O Volume 08 apresenta histórias originalmente publicadas em The Tomb of Drácula 45 à 51 e Drácula Lives 02 e 03 
















Escrito por Marv Wolfman e desenhado por Gene Colan e Tom Palmer em quase toda a extensão do título que durou de 1972 a 1979, a Tumba de Drácula não deixa nada a dever para os filmes clássicos de monstros da Universal. Com o afrouxamento do Código dos Quadrinhos nos anos 70, a Marvel viu ali uma oportunidade de publicar aventuras estrelando criaturas sobrenaturais. Surgiram então os títulos The Monster of Frankenstein, Werewolf by Night e Tomb of Dracula.


O crítico de quadrinhos Douglas Wolk, em seu livro Reading Comics, fala o seguinte sobre A Tumba do Drácula: “O que faz A Tumba do Drácula funcionar como um quadrinho é que o trabalho artístico de Colan e Palmer possui o mesmo efeito de atiçar nossa adrenalina. Painéis borrados dentro do espaço de outros, suas bordas se mantêm navegando nos ângulos corretos e sendo obscurecidas por névoa e vapor; o espaço é torcido e embaçado e as linhas são espiraladas num redemoinho. Isso está por todas as partes”.
A aventura pulsa nas páginas e nas nossas veias enquanto lemos A Tumba de Drácula e acompanhamos seu mestre, o Lorde Vlad Drake em sua incessante busca por sangue, numa das fases mais elogiadas do horror nos quadrinhos. Uma leitura que não deixo de recomendar para qualquer um que não tenha sangue de barata.
Boa leitura.