Bem-vindos ao Impérios Rex e Lady Marian!

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Este site foi criado objetivando trazer um pouco de entretenimento, ao meu ver, saudável, pelo menos pra mim, que gosto de escrever, ler e comentar, e a partir daí gerar discussões sobre os temas quadrinhos, cinema, seriados de TV e até pequenos textos, que poderão agradar a alguns e desagradar a outros tantos. Sem fins lucrativos, apenas mera distração inconsequente. Pode parecer similar a outros já existentes, mas perceberão com o tempo um diferencial agradável. Enfim, vamos entrar no espaço do Impérios Rex e Lady Marian. Sejam realmente bem-vindos! Este espaço é para todos!
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domingo, 1 de outubro de 2017

MOSCOU CONTRA 007










O sucesso de "007 Contra o Satânico Dr. No" foi tão grande que, apenas um ano depois de seu lançamento, uma continuação foi colocada nos cinemas e com orçamento dobrado. E mais impressionante que isso, a franquia de 007, que começou de maneira certeira, mas com uma trama que deixava a desejar, basicamente pulou a infância e adolescência e partiu direto para a fase adulta, madura. Interessante notar, também, que nem mesmo renovação houve, já que toda a equipe do primeiro filme voltou, incluindo o diretor (Terence Young) e os roteiristas.
O resultado foi Moscou Contra 007, ainda um dos melhores filmes do espião mais famoso da literatura e do cinema. No filme, que começa com a primeira das famosas aberturas pré-créditos, que até hoje marcam a série, vemos 007 ser assassinado por Grant, vivido por Robert Shaw (sim, o ator que fez Quint, o pescador turrão de Tubarão). Tudo, claro, é apenas parte do treinamento patrocinado pela organização criminosa S.P.E.C.T.R.E. ( Special Executive for Counter-intelligence, Terrorism, Revenge and Extortion) para levar à cabo um elaborado plano com o objetivo de, com uma cajadada só, vingar a morte do Dr. No e roubar a máquina Lektor, decodificadora dos códigos soviéticos.
Mas o roteiro, que coloca 007 em rota de colisão com a União Soviética, surpreendentemente faz muito sentido e se desenrola naturalmente, não necessariamente parecendo mais um daqueles planos de “dominação mundial”. A guerra fria entre as superpotências, então em grau máximo, é perfeitamente manipulada e inserida na história, de forma que podemos facilmente acreditar no que vemos, muito mais do que a ilha secreta do Dr. No, protegida por um dragão fumegante. É nesse filme, também, que a menção à divisão Q, que originaria, depois, o personagem Q, é feita pela primeira vez e onde 007 ganha seu primeiro gadget: uma maleta “estilo 007”  com uma faca, moedas de ouro (!) e bomba de gás lacrimogênio embutidas.
Sean Connery, reprisando seu papel como o espião que todos nós amamos, também amadureceu. Mais solto na pele de James Bond, o ator, literalmente, com esse filme, passa a ser o “modelo de 007”, alguém bem diferente do personagem dos livros, para desespero de Ian Fleming, que nunca concordou com a escalação do ator.
E, apesar da primeira Bond Girl (Eunice Gayson, no papel de Sylvia Trench) aparecer novamente, os roteiristas fizeram a acertada escolha em focar quase que exclusivamente em Tatiana Romanova (Daniela Bianchi) como interesse amoroso de 007. Essa aparente fidelidade do espião (e é só aparente mesmo), permite-nos um envolvimento maior com o principal personagem feminino e que é parte integral na trama como um peão da organização criminosa. Bianchi não tem a mesma presença de Ursula Andress, mas, mesmo assim, ela ganha contornos multidimensionais, algo que faltou à personagem Honey Ryder.
Fechando o elenco principal, temos, ainda, o simpático Pedro Armendáriz no papel do agente turco Kerim Bey e a ótima mas caricata Lotte Lenya como a agente da S.P.E.C.T.R.E. Rosa Klebb.
Filmado em parte na Turquia, Moscou Contra 007 (uma tradução pouco imaginativa do charmoso título em inglês, "From Russia With Love") tem paisagens lindíssimas e uma longa e famosa cena passada dentro do Orient Express. Nesse ponto do filme, o roteiro constrói uma narrativa que vai se desenvolvendo a cada parada do trem, com um clímax contido, porém realista e eficiente, envolvendo a batalha entre Bond e Grant. Os dois atores (Connery e Shaw) têm uma extraordinária química e conseguem convencer como agentes opostos com exatamente as mesmas habilidades e inteligência. São breves momentos inesquecíveis de combates verbais sempre muito polidos que acabam desaguando em um bem coreografado combate corporal.
No entanto, a história deveria ter acabado por aí.
Não satisfeitos, os roteiristas estenderam os acontecimentos ferroviários para momentos filmados fora do trem, em seguimento à trama. É exatamente aqui que vislumbramos o futuro da franquia de 007, com cenas grandiosas para encerrar a história. Infelizmente, porém, justamente o que deveria ser o ponto alto do filme – a briga no trem – acaba sendo sufocado pelas perseguições e explosões que vêm a seguir, não permitindo nem mesmo tempo para o espectador respirar e contemplar as consequências do que veio antes. Ainda que a pirotecnia nem de longe lembre aquilo a que acabamos nos acostumando hoje em dia, o fato é que ela pouco impulsiona a trama, sendo quase que um trecho pensado a posteriori,  no último minuto, para apaziguar algum produtor reclamão.
Mesmo levando em consideração esse final menos do que espetacular, Moscou contra 007 é um excelente filme de ação que somente desapontará aqueles que esperam, de um filme da década de 60, a mesma estrutura – ou falta de estrutura, melhor dizendo – de filmes do gênero do século XXI. 


Moscou Contra 007 - Inglaterra 1963








Moscou Contra 007 - Trailler



domingo, 2 de julho de 2017



O SATÂNICO DR.NO - 55 ANOS




Dr.No - 1962 - Estréia de 007 nos cinemas


A primeira missão de 007 no cinema só poderia mesmo acontecer na Jamaica, um paraíso na Terra, segundo a definição do criador do personagem, Ian Fleming, que ali escreveu todos os livros sobre o agente secreto. Será nas belas praias do Caribe que ele irá investigar a morte misteriosa de John Strangways, um membro do Serviço Secreto, e de sua secretária, a senhorita Mary Trueblood. Strangways estava prestes a descobrir quem interceptava os foguetes norte-americanos lançados de Cabo Canaveral. Até chegar à ilha Crab Key, onde vive o maquiavélico cientista Dr. No, James Bond escapará de duas perseguições de carro, de uma tarântula venenosa e da cilada de uma sedutora oriental.


007 James Bond - Sean Connery

Mas o pior será enfrentar o vilão em seu quartel-general, guardado por capangas fiéis e por um misterioso dragão que cospe chamas. Em sua aventura, o espião contará com a ajuda de Felix Leiter, um agente da CIA, de Quarrel, um dedicado nativo, e do diplomata britânico Playdell-Smith. Mas, acima de tudo, terá a companhia da inesquecível Honey Ryder. A estréia de 007 traz as características que seriam desenvolvidas nos filmes posteriores; o supervilão; as Bond Girls; o Vodka Martini batido e não-mexido; as locações exóticas; o tema musical de Monty Norman e a sequência de abertura idealizada por Maurice Binder.



   
Sean Connery e Ursula Andress







                                                   Trailler Oficial de Dr. No - 1962


PASSAGEIROS





 UMA HISTÓRIA DE AMOR QUE VAI LITERALMENTE PARA O ESPAÇO


Jennifer Lawrence (Linda como sempre) e Chris Pratt - Passageiros

Pode um conto de solidão no espaço cativar o público? Acredito que sim; Perdido em Marte de Ridley Scott nos provou isso em 2015. No entanto, em Passageiros, temos um mau aproveitamento dessa premissa para contar uma história de amor no espaço sideral, que também tem seus (muitos) problemas.

O diretor Morten Tyldum (O Jogo da Imitação) desenvolveu o roteiro de Jon Spaihts (A Hora da Escuridão, Prometheus, Doutor Estranho) de modo a casar uma trama sentimental com a ficção científica como pano de fundo, mas não consegue amarrar nem uma coisa nem outra.


Passageiros - Um conto de amor no espaço
A Starship Avalon é uma nave espacial de uma empresa privada que transporta mais de cinco mil pessoas em hibernação numa viagem que dura 120 anos. O destino? Um planeta-colónia chamado Homestead II. Só que uma das câmaras abre-se acidentalmente 90 anos antes da chegada ao destino e o seu inquilino, Jim Preston (Chris Pratt, ator televisivo transformado numa das novas estrelas de Hollywood), um engenheiro mecânico, descobre que não era para ter acordado tão cedo, e que os outros 5.000 passageiros estão em risco.
Um drama de ficção científica cheio de implicações morais e filosóficas.


O elenco inclui, além de Pratt, Jennifer Lawrence, Michael Sheen, Laurence Fishburne e Andy García. 

O filme aborda a evolução da espécie humana, que se expandiu pelo cosmo e colonizou diversos planetas. Como ainda não inventaram uma maneira de mandar as pessoas despertas para seus novos lares, as naves são automatizadas. Todos os humanos a bordo hibernam por décadas, até mesmo séculos até chegarem em seu novo lar.

A Avalon, que aparece no filme é fantástica. Uma cidade automática que funciona como um reloginho, realizando uma viagem de 120 anos para um novo planeta enquanto os passageiros e tripulação dormem. Isto é, até uma série de infortúnios acordarem o engenheiro mecânico Jim Preston e a jornalista Aurora Lane (Jennifer Lawrence, da franquia Jogos Vorazes, X-Men: Apocalipse e Oscar de Melhor Atriz em O Lado Bom da Vida). Qualquer semelhança com a princesa Aurora de A Bela Adormecida não é mera coincidência.

E não há como eles voltarem a hibernar; então estão basicamente condenados a morrer durante a viagem.

O primeiro ato, que explora a solidão que Jim passa a bordo da Avalon (ele vive totalmente sozinho por um ano inteiro), acompanhado apenas dos robôs multifuncionais e de Arthur (Michael Sheen, em uma excelente atuação), um androide que trabalha como bartender e tão somente, visto que ele não possui pernas.
 
Michael Sheen roubando as cenas
Preston se vê com o dilema de que o homem precisa interagir com outros para existir (a teoria aristotélica do animal social) e passa por uma série de dilemas morais até Aurora entrar em cena.
É preciso ser justo em dizer que Jim toma essa decisão, acordar Aurora, momentos
depois de quase cometer suicídio e que isso não lhe dá direito de comprometer a vida de alguém. O roteiro também não passa a mão na cabeça do personagem em momento algum, tanto que Aurora corta relações com o seu “assassino” assim que toma conhecimento da verdade. Quando Laurence Fishburne entra em cena, ele também condena a ação criminosa de Jim, que por sua vez, passa para o espectador todo o remorso pela escolha que fez para salvar a sua vida  Só que essas são discussões que a maioria do público alvo de Passageiros não se preocupa em levantar.
 Aí o fantástico dá lugar a um romance conturbado entre duas pessoas de mundos (no sentido figurado) completamente diferentes: uma garota rica e um operário de classe baixa que evolui para acontecimentos mais drásticos e perturbadores.

No entanto toda a discussão moral do segundo ato é posta de lado em prol da cascata de acontecimentos do terceiro ato, que acontecem num ritmo alucinante e acabam por mascarar todo o conflito entre os personagens. O ator Laurence Fishburne, que faz uma ponta como o oficial Gus Mancuso acaba servindo como uma liga entre os dois, jogando Aurora e Jim em um redemoinho que culmina em um final absurdo, se pararmos para pensar em tudo que os personagens passaram e/ou fizeram um ao outro.

As atenções estarão todas no romance bobinho, nos belos efeitos visuais (a sequência da piscina é uma das mais bonitas e tensas da trama), e no suspense para descobrir o que há de errado com a nave (o que acaba sendo uma justificativa do roteiro para o crime cometido por Jim: o que são duas vidas perdidas quando outras 5 mil são salvas?). O que é uma pena, já que blockbusters sempre são a melhor maneira de discutir essas questões tão sérias e importantes para o bom convívio e respeito entre homens e mulheres.


Assista ao Trailler de Passageiros






domingo, 4 de setembro de 2016

COMO EU ERA ANTES DE VOCÊ




COMO EU ERA ANTES DE VOCÊ 



Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Trabalha como garçonete num café, um emprego que não paga muito, mas ajuda nas despesas, e namora Patrick, um triatleta que não parece interessado nela. Não que ela se importe.
Quando o café fecha as portas, Lou é obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor, de 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de um acidente de moto, o antes ativo e esportivo Will desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto. Tudo parece pequeno e sem graça para ele, que sabe exatamente como dar um fim a esse sentimento. O que Will não sabe é que Lou está prestes a trazer cor a sua vida. E nenhum dos dois desconfia de que irá mudar para sempre a história um do outro.





O filme "Como eu era antes de você", estrelado por Emilia Clark, como já lemos acima, conta a historia de uma jovem alegre que acredita que o amor é a chave para resolver todos os problemas da vida e de Will, que se transformou em uma pessoa depressiva e mau humorada que não vê nenhum sentido na vida após um acidente que o deixou sem os movimentos do pescoço para baixo.
É com a chegada de Louise Clark em sua vida para trabalhar como cuidadora  que tudo muda e Will volta a sorrir, pois é quando estes dois mundos se encontram e se confrontam que nasce uma identificação mutua entre eles, mesmo nas diferenças. Adaptação do livro de Jojo Moyses tornou-se um sucesso de bilheteria e emocionou muita gente, não só pelo enredo da historia, mas pelas lições que o filme passa. 

A nossa sociedade costuma impor limites e crenças às pessoas que acabam acreditando que não são capazes de realizar qrandes feitos. Ideia completamente errada, pois com força de vontade somos mais capazes do que imaginamos. Muitas pessoas se contentam com aquilo que lhes foi ofertado e por mais que tenham uma postura otimista diante da vida permanecem estagnadas, (se liga gordo, diria o Zé), então é preciso sair da zona de conforto e dar um novo sentido à sua vida buscando aquilo que realmente faz o seu coração bater mais forte. 
Em uma passagem do filme, Lou é aconselhada pelo seu pai que diz a ela que não podemos mudar as pessoas, e apenas amá-las, e isso é uma grande verdade. As pessoas possuem o livre arbítrio para tomar as próprias decisões e se realmente as amamos podemos apenas aceitá-las e acatar as suas escolhas. Ou não aceitar e seguir em frente, pois as pessoas apenas mudam quando sentem a necessidade de mudar  e não podemos influenciar nisso. As pessoas entram e saem da nossa vida constantemente, mas algumas delas nos marcam para sempre. Essas pessoas nos transformam de dentro para fora, pois tocam fundo em nossos pontos mais fracos e potencializam nossos pontos mais fortes, nos estimulando a pensar fora da caixa e nos fazer enxergar o mundo com outros olhos, (conheço uma pessoa assim, extraordinária). 
A personagem Louisa Clark está sempre sorrindo e isso faz com que o mundo a sua volta seja sempre colorido, o que acaba transformando também as pessoas com o seu alto astral. O sorriso revigora, não tem contradições, faz bem para quem dá e quem recebe. O amor está nas diferenças, pois enxergamos nelas os nossos próprios defeitos e podemos então nos transformar em pessoas melhores, porém respeitando as escolhas e limitações do outro. Quando amamos, nos doamos um pouco de nós para o outro e vice-versa, nos tornando assim uma fusão das melhores partes de cada um e levamos essa parte conosco para o resto de nossas vidas e é assim que o amor perdura. Não importa aonde vamos e com quem estamos esse amor ainda viverá eternamente em nosso ser. 

Nós somos como crianças descobrindo o mundo e estamos em constante aprendizado, somos passíveis de erros e acertos a todo o momento e são os erros do nosso passado que nos fazem aprender as lições mais valiosas em nossa vida. Portando, os erros do passado não nos definem, apenas são parte da nossa história e do que somos hoje.

Muita pipoca e muito lenço para as lágrimas e bom cinema.











domingo, 22 de fevereiro de 2015

CLÁSSICOS INESQUECÍVEIS





BONEQUINHA DE LUXO
(Breakfast at Tiffany’s – Us 1961)



Neste feriado prolongado de carnaval, tive oportunidade de rever grandes filmes, dentre os quais o delicioso romance Bonequinha de Luxo. Relembre: Holly Golightly (Audrey Hepburn) é uma garota de programa nova-iorquina que está decidida a casar-se com um milionário. Perdida entre a inocência, ambição e futilidade, ela toma seus cafés da manhã em frente à famosa joalheria Tiffany`s, na intenção de fugir dos problemas. Seus planos mudam quando conhece Paul Varjak (George Peppard), um jovem escritor bancado pela amante que se torna seu vizinho, com quem se envolve. Apesar do interesse em Paul, Holly reluta em se entregar a um amor que contraria seus objetivos de tornar-se rica.

Direção: Blake Edwards; Elenco: Audrey Hepburn, George Peppard, Patricia Neal, Buddy Ebsen, Mickey Rooney, Martin Balsam.

Um ótimo filme, ótima trilha, com destaque para Moon River. Tudo funciona perfeitamente. E Audrey está linda como sempre.