Bem-vindos ao Impérios Rex e Lady Marian!

Bem-vinvos ao Impérios Rex e Lady Marian!


Este site foi criado objetivando trazer um pouco de entretenimento, ao meu ver, saudável, pelo menos pra mim, que gosto de escrever, ler e comentar, e a partir daí gerar discussões sobre os temas quadrinhos, cinema, seriados de TV e até pequenos textos, que poderão agradar a alguns e desagradar a outros tantos. Sem fins lucrativos, apenas mera distração inconsequente. Pode parecer similar a outros já existentes, mas perceberão com o tempo um diferencial agradável. Enfim, vamos entrar no espaço do Impérios Rex e Lady Marian. Sejam realmente bem-vindos! Este espaço é para todos!

domingo, 2 de julho de 2017



O SATÂNICO DR.NO - 55 ANOS




Dr.No - 1962 - Estréia de 007 nos cinemas


A primeira missão de 007 no cinema só poderia mesmo acontecer na Jamaica, um paraíso na Terra, segundo a definição do criador do personagem, Ian Fleming, que ali escreveu todos os livros sobre o agente secreto. Será nas belas praias do Caribe que ele irá investigar a morte misteriosa de John Strangways, um membro do Serviço Secreto, e de sua secretária, a senhorita Mary Trueblood. Strangways estava prestes a descobrir quem interceptava os foguetes norte-americanos lançados de Cabo Canaveral. Até chegar à ilha Crab Key, onde vive o maquiavélico cientista Dr. No, James Bond escapará de duas perseguições de carro, de uma tarântula venenosa e da cilada de uma sedutora oriental.


007 James Bond - Sean Connery

Mas o pior será enfrentar o vilão em seu quartel-general, guardado por capangas fiéis e por um misterioso dragão que cospe chamas. Em sua aventura, o espião contará com a ajuda de Felix Leiter, um agente da CIA, de Quarrel, um dedicado nativo, e do diplomata britânico Playdell-Smith. Mas, acima de tudo, terá a companhia da inesquecível Honey Ryder. A estréia de 007 traz as características que seriam desenvolvidas nos filmes posteriores; o supervilão; as Bond Girls; o Vodka Martini batido e não-mexido; as locações exóticas; o tema musical de Monty Norman e a sequência de abertura idealizada por Maurice Binder.



   
Sean Connery e Ursula Andress







                                                   Trailler Oficial de Dr. No - 1962



 AS CRÔNICAS DE CONAN - VOLUME I


Conan, por Roy Thomas e Barry Windsor Smith

Muito bom esse lançamento da Mythos, a colorização digital atualizada ficou muito boa e essas histórias são todas clássicas e foram publicadas na HQ mensal Conan, The Barbarian entre 1970 e 1971 e tornaram Conan um dos maiores êxitos da Marvel, mesmo não sendo um personagem original da Editora. Seu sucesso deve-se muito aos bons roteiros e adaptações que Roy Thomas fez em relação ao personagem original do Robert E. Howard e à bela arte de Barry Windsor-Smith em seu primeiro trabalho regular para a Marvel.
Aqui no Brasil estas histórias foram publicadas somente em formatinho, pela Bloch Editores (revista Conan, O Bárbaro) e posteriormente pela Editora Abril nas revistas Superaventuras Márvel e Hérois da TV.

Há varias histórias clássicas nesta edição, sendo que destaco 3 delas que são excepcionais. O Crepúsculo do Deus Cinzento, A Torre do Elefante e O Deus na Urna; as duas últimas já tiveram varias versões incluindo uma na Espada Selvagem de Conan (Editora Abril) e posteriormente na própria Dark Horse, sendo até hoje consideradas ótimas adaptações dos contos originais do escritor  Robert E. Howard. Esse encadernado contém as 08 primeiras edições da HQ Conan, The Barbarian  da Marvel.

A edição esta bonita e há um Posfácio do Roy Thomas contando como foi que o Conan foi parar na Marvel em uma HQ mensal, como foi a receptividade da revista na época, como ela quase foi cancelada por problemas de vendas e como ele contornou este revés tornando a mensal do Conan, um sucesso que durou mais de 200 edições e rendeu outras adaptações do personagem.

As Crônicas de Conan - Volume I - 180 páginas - Em côres - Mythos Editora/Dark Horse
Edição de Luxo reunindo as Edições 01 à 08 da revista Conan, The Barbarian -
Publicadas originalmente de Outubro de 1970 à Agosto de 1971


                                                                                                                          
Conan, O Bárbaro No 01 - Bloch Editores

Heróis da TV- Editora Abril






















Superaventuras Márvel - Editora Abril






















MULHER
Como tu és linda e maravilhosa,
Cheia de beleza e muita sensualidade,
Já amanhece o dia bonita e charmosa,
Sempre esbanjando muita felicidade,

Nasceu para o planeta terra enfeitar,
Sempre mostrando a sua grandeza,
Mostrando onde quer chegar,
Sempre nos brindando com sua beleza,

Ser amável e de muita delicadeza,
Em tudo que faz mostra determinação e sabedoria,
Sempre com o brilho de uma princesa,
Seja a noite ou durante o dia,

Por onde passa tu és cobiçada, desejada,
Muitos balbuciam oferecendo de tudo,
Pelas mãos de Deus foi abençoada,
Para preencher nossos corações com amor profundo.


EU ADORO VOAR


Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada 
e sempre foram e sempre serão especiais para mim.
Não me deem fórmulas certas, 
porque eu não espero acertar.
Não me mostrem o que esperam de mim, 
porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, 
não me convidem a ser igual, 
porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, 
não sei viver de mentiras, 
não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesmo, 
mas com certeza não serei o mesmo para sempre!
Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer: 
" - E daí? 
Eu adoro voar!"

PASSAGEIROS





 UMA HISTÓRIA DE AMOR QUE VAI LITERALMENTE PARA O ESPAÇO


Jennifer Lawrence (Linda como sempre) e Chris Pratt - Passageiros

Pode um conto de solidão no espaço cativar o público? Acredito que sim; Perdido em Marte de Ridley Scott nos provou isso em 2015. No entanto, em Passageiros, temos um mau aproveitamento dessa premissa para contar uma história de amor no espaço sideral, que também tem seus (muitos) problemas.

O diretor Morten Tyldum (O Jogo da Imitação) desenvolveu o roteiro de Jon Spaihts (A Hora da Escuridão, Prometheus, Doutor Estranho) de modo a casar uma trama sentimental com a ficção científica como pano de fundo, mas não consegue amarrar nem uma coisa nem outra.


Passageiros - Um conto de amor no espaço
A Starship Avalon é uma nave espacial de uma empresa privada que transporta mais de cinco mil pessoas em hibernação numa viagem que dura 120 anos. O destino? Um planeta-colónia chamado Homestead II. Só que uma das câmaras abre-se acidentalmente 90 anos antes da chegada ao destino e o seu inquilino, Jim Preston (Chris Pratt, ator televisivo transformado numa das novas estrelas de Hollywood), um engenheiro mecânico, descobre que não era para ter acordado tão cedo, e que os outros 5.000 passageiros estão em risco.
Um drama de ficção científica cheio de implicações morais e filosóficas.


O elenco inclui, além de Pratt, Jennifer Lawrence, Michael Sheen, Laurence Fishburne e Andy García. 

O filme aborda a evolução da espécie humana, que se expandiu pelo cosmo e colonizou diversos planetas. Como ainda não inventaram uma maneira de mandar as pessoas despertas para seus novos lares, as naves são automatizadas. Todos os humanos a bordo hibernam por décadas, até mesmo séculos até chegarem em seu novo lar.

A Avalon, que aparece no filme é fantástica. Uma cidade automática que funciona como um reloginho, realizando uma viagem de 120 anos para um novo planeta enquanto os passageiros e tripulação dormem. Isto é, até uma série de infortúnios acordarem o engenheiro mecânico Jim Preston e a jornalista Aurora Lane (Jennifer Lawrence, da franquia Jogos Vorazes, X-Men: Apocalipse e Oscar de Melhor Atriz em O Lado Bom da Vida). Qualquer semelhança com a princesa Aurora de A Bela Adormecida não é mera coincidência.

E não há como eles voltarem a hibernar; então estão basicamente condenados a morrer durante a viagem.

O primeiro ato, que explora a solidão que Jim passa a bordo da Avalon (ele vive totalmente sozinho por um ano inteiro), acompanhado apenas dos robôs multifuncionais e de Arthur (Michael Sheen, em uma excelente atuação), um androide que trabalha como bartender e tão somente, visto que ele não possui pernas.
 
Michael Sheen roubando as cenas
Preston se vê com o dilema de que o homem precisa interagir com outros para existir (a teoria aristotélica do animal social) e passa por uma série de dilemas morais até Aurora entrar em cena.
É preciso ser justo em dizer que Jim toma essa decisão, acordar Aurora, momentos
depois de quase cometer suicídio e que isso não lhe dá direito de comprometer a vida de alguém. O roteiro também não passa a mão na cabeça do personagem em momento algum, tanto que Aurora corta relações com o seu “assassino” assim que toma conhecimento da verdade. Quando Laurence Fishburne entra em cena, ele também condena a ação criminosa de Jim, que por sua vez, passa para o espectador todo o remorso pela escolha que fez para salvar a sua vida  Só que essas são discussões que a maioria do público alvo de Passageiros não se preocupa em levantar.
 Aí o fantástico dá lugar a um romance conturbado entre duas pessoas de mundos (no sentido figurado) completamente diferentes: uma garota rica e um operário de classe baixa que evolui para acontecimentos mais drásticos e perturbadores.

No entanto toda a discussão moral do segundo ato é posta de lado em prol da cascata de acontecimentos do terceiro ato, que acontecem num ritmo alucinante e acabam por mascarar todo o conflito entre os personagens. O ator Laurence Fishburne, que faz uma ponta como o oficial Gus Mancuso acaba servindo como uma liga entre os dois, jogando Aurora e Jim em um redemoinho que culmina em um final absurdo, se pararmos para pensar em tudo que os personagens passaram e/ou fizeram um ao outro.

As atenções estarão todas no romance bobinho, nos belos efeitos visuais (a sequência da piscina é uma das mais bonitas e tensas da trama), e no suspense para descobrir o que há de errado com a nave (o que acaba sendo uma justificativa do roteiro para o crime cometido por Jim: o que são duas vidas perdidas quando outras 5 mil são salvas?). O que é uma pena, já que blockbusters sempre são a melhor maneira de discutir essas questões tão sérias e importantes para o bom convívio e respeito entre homens e mulheres.


Assista ao Trailler de Passageiros