Bem-vindos ao Impérios Rex e Lady Marian!

Bem-vinvos ao Impérios Rex e Lady Marian!


Este site foi criado objetivando trazer um pouco de entretenimento, ao meu ver, saudável, pelo menos pra mim, que gosto de escrever, ler e comentar, e a partir daí gerar discussões sobre os temas quadrinhos, cinema, seriados de TV e até pequenos textos, que poderão agradar a alguns e desagradar a outros tantos. Sem fins lucrativos, apenas mera distração inconsequente. Pode parecer similar a outros já existentes, mas perceberão com o tempo um diferencial agradável. Enfim, vamos entrar no espaço do Impérios Rex e Lady Marian. Sejam realmente bem-vindos! Este espaço é para todos!

sábado, 20 de setembro de 2014

RESPIRANDO ARTE



RESPIRANDO ARTE

A Arte
tarde invade outra parte...
Ainda mais forte
irrompe da carne
transcende a parte
da qual é fim...

Inspirado em parte,
suando forte,
modela a parte que pari a arte,
nascendo assim.

Respirando arte,
libera a alma,
ainda que tarde,
vivendo enfim.

Outono/1976

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Príncipe Valente, um clássico dos quadrinhos.


Criação máxima de Harold Foster (Hal Foster) para páginas dominicais dos jornais americanos em 1937, Príncipe Valente é o ápice das histórias em quadrinhos de aventuras em sequência.
A série rapidamente se destaca, entre outros aspectos, pelo fato de ser desenhada no formato de página inteira com textos no rodapé das imagens, em narrativas sofisticadas, as quais são desenhadas de forma extremamente cuidada em folhas de grande formato, com um fantástico sentido de pormenor, de composição e de pesquisa documental. Com efeito, o desenho é profundamente realista, rigoroso e minucioso, ilustrando e descrevendo paisagens e vistas panorâmicas fabulosas, assim como cenas de combates e batalhas, que têm tanto de majestosas como de violentas.
Cronologicamente, as aventuras de Príncipe Valente situam-se no início da Idade Média, em pleno século V, e estas aventuras enquadram-se dentro do gênero de epopeia medieval. Nesta extraordinária série de aventuras fantásticas e épicas de cavalaria, Príncipe Valente, filho do Rei de Thule, combate os Hunos e os Saxões, vive aventuras por mares e terras distantes, chegando até ao Novo Mundo (América). Nos primeiros tempos, quando desembarca na Bretanha, Príncipe Valente chega ao Reino de Camelot, passando a viver na corte do Rei Arthur e dos Cavaleiros da Távola Redonda.
O herói imaginado e idealizado por Harold Foster é um príncipe, mais tarde feito cavaleiro, solitário por natureza, em busca de um destino e de uma forma de perfeição, simbolizada pela procura incessante do "Graal". Príncipe Valente irá, assim, viver uma vida recheada de aventuras, emoções e perigos. A sua existência e conduta irá reger-se por um estrito código de honra onde a coragem e a bravura são acompanhadas pela inteligência e, sobretudo, por um inabalável sentido de justiça e humanidade.
Chegados aqui e, antes de nos alongarmos mais, convém situar, historicamente e mais em pormenor, o início desta série. Assim, é necessário dizer que, como em qualquer outra história, esta fantástica saga e epopeia começa com o habitual "Era uma vez...".
Era uma vez um guerreiro chamado Sligon que trai o seu Rei, Aguar de Thule, pretendendo destroná-lo e ocupar, pela força das armas, o trono. Para isso, Sligon trava com o Rei um combate do qual sai vencedor. O legítimo Rei vê-se, assim, afastado, de forma brutal e cruel, do seu reino. Vendo o seu trono ser usurpado, de forma traiçoeira e ilegítima, por Sligon, não resta outra alternativa a Aguar a não ser fugir com a sua esposa e o filho de 5 anos, o jovem Príncipe Val, juntamente com um punhado de fiéis seguidores.
O traidor Sligon sabe que, a partir daquele momento, não pode viver descansado sobre o trono usurpado enquanto o Rei Aguar ou o Príncipe Valente viverem para lutar e tentarem reconquistar aquilo que é seu por direito. O Rei Aguar de Thule e a sua família desembarcam, então, na Bretanha, ficando aí exilados por tempo indeterminado. O jovem príncipe passa a sua infância nos charcos bravios, aprendendo a destreza do caçador e a arte da sobrevivência. Aí conhece Sir Gawain, iniciando-se, desde logo, uma forte amizade entre os dois que durará toda a vida. Os dois novos amigos cavalgam até ao Reino de Camelot e ali vão passar vários anos em treino árduo na arte e técnica da cavalaria.
Em Camelot, Príncipe Valente oferece os seus préstimos ao Rei Arthur, a quem servirá até ao fim da vida. Entretanto, o nosso herói inicia-se nas regras e segredos da cavalaria, vindo a tornar-se mais tarde Sir Valente, cavaleiro da Távola Redonda. A seguir, empreende a reconquista do Reino de Thule, de onde a sua família havia sido obrigada a fugir para se refugiar e exilar nos territórios pantanosos e insalubres da Bretanha. A partir daí, Príncipe Valente viaja pelo mundo vasto e imenso, violento e perigoso, em busca de aventuras e emoções, travando mil e uma batalhas épicas, derrotando exércitos e guerreiros e oferecendo o seu escudo e espada a causas nobres.
Foster, ao não usar os "balões" para os textos, retomou o estilo dos primeiros quadrinhos ao mantê-los na parte de baixo de cada quadro. Os acontecimentos mostrados são historicamente precisos, mas de épocas históricas  bem distintas que vão desde o antigo Império Romano  à Alta idade média, com algumas poucas ambientações em tempos mais recentes.
Tive o primeiro contato com o Príncipe Valente em 1972, quando li algumas edições em formato de livro da antiga editora Saber, (um horroroso formatinho, papel jornal de qualidade medonha, com supreção de vários quadros da pagina original, enfim, um publicação de péssima qualidade), mas adorei os textos e os magníficos desenhos. Tempos depois reencontrei o personagem nos Álbuns de luxo da antiga Editora Ebal, lamentavelmente publicados em preto e branco, no entanto de uma qualidade inigualável. Cheguei a comprar 9 volumes da coleção (acho que era publicado um volume por ano). Também li o personagem no antigo Gibi Semanal, Gibi Mensal, Almanaque do Gibi Nostalgia e Almanaque Príncipe Valente, da Rio Gráfica e Editora.
As Aventuras do Príncipe Valente, encarnam o espírito dos romances de Cavalaria. Com o desenrolar das aventuras, Valente cresceu, tornou-se cavaleiro da Távola Redonda (episódio de 1939), casou-se com a linda e exuberante Aleta e teve um filho, Arn. Como bem notou uma revista da EBAL, a serviço de seu soberano, ou por amor de Aleta, ele enfrenta dragões e feiticeiras, combate os vikings e os hunos. Viaja, inclusive, para a África e para a América (onde nasce Arn).
Os personagens criados por Foster não são muito originais, príncipes heróicos, bruxas, malandros simpáticos, reis cruéis, mas os enredos são bem construídos, com muitas reviravoltas e suspense. Aventuras e batalhas preenchem a maior parte das narrativas, mas são os episódios de humor que parecem ter resistido melhor ao tempo, como a passagem em que Val executa um arriscado plano apenas para roubar as roupas de um inimigo. Para temperar as histórias, o autor também usa um pouco de drama e romance. Diferente dos super-hérois com seus uniformes coloridos em constante combate com super-vilões que algumas vezes beiram o rídiculo, o Príncipe Valente é de um realismo extremo e nos leva a um tempo de beleza extraordinaria, aventuras e atos de bravura.
                                                                                                                                                                      

domingo, 31 de agosto de 2014

1974 - Ano extraordinário - Muitas perspectivas, muitos sonhos....

Primeiro poema
Este é o meu primeiro poema
De repente, nasceu, sem alarde...
Veio do fundo do coração,
embebido em sentimentos,
e me fez poeta por um instante.
Apesar de íntimos, somos distantes.
Olho para ele como para um filho recém-nascido.
Espero que seja forte, valente, alegre.
Que possa ser a redenção dos meus erros,
e ser aquilo que não sou, mas gostaria de ser.
O meu primeiro poema é simples, bucólico, prudente.
Despretensioso, e cheio de sonhos.
É puro.
Meu primeiro poema não quer ser grande...
Quer apenas cantar uma canção que fale das coisas da vida.
Ele sorri para mim o tempo todo.
E me faz sorrir também.

Primavera - 1974

Lauren Bacall

Lauren Bacall ao centro

Pode parecer que inauguramos uma coluna fúnebre, mas é uma infeliz coincidência; após a perda de Robin Williams, agora foi a vez da "felina" Lauren Bacall, (Bacall fenomenal). Apesar de ter sido "seduzido" pela beleza magistral de Ingrid Bergman, ( de clássicos como Casablanca e Por quem os Sinos dobram, entre outros), foi Bacall quem usufruiu melhor do jogo da sedução, tendo inclusive vencido a resistência do mito do cinema Humphrey Bogart, que não resistiu aos encantos da diva loira. Como já foi dito: - " Não havia mais lugar para Lauren Bacall nesse mundo sem glamour. Sua morte leva a atriz para o lugar ao qual ela pertence, um mundo onde a fantasia da clássica Hollywood vai viver pra sempre."

Robin Williams


Hollywood pode até ser uma fabrica de sonhos, mas não deixa de ser a criação de pesadelos para os atores, quando os mesmos são jogados ao esquecimento quando não dão mais lucros aos estúdios. Foi assim com lendas como Bela Lugosi (Drácula) que viram suas carreiras profissionais irem para o fundo do poço e com sigo as vidas pessoais atingidas fortemente. Infelizmente isso acontece com talentos que a gente menos esperava e aconteceu assim com Robin Williams.

Capitão América



Capitão América, é o alter ego de Steve Rogers, um personagem de HQs da Marvel Comics. Foi criado por Joe Simon e Jack Kirby, apareceu pela primeira vez em Captain America Comics no 01 (Março de 1941).

O Capitão América foi o maior de uma onda de super-heróis que surgiram sob a bandeira do patriotismo norte-americano e que foram apresentados ao mundo pelas editoras de Histórias em Quadrinhos, durante os anos da Segunda Guerra Mundial. Ao lado de seu parceiro Bucky, o Capitão América enfrentou as hordas nazistas durante a Segunda Guerra Mundial, mas caiu na obscuridade após o fim do conflito.