Bem-vindos ao Impérios Rex e Lady Marian!

Bem-vinvos ao Impérios Rex e Lady Marian!


Este site foi criado objetivando trazer um pouco de entretenimento, ao meu ver, saudável, pelo menos pra mim, que gosto de escrever, ler e comentar, e a partir daí gerar discussões sobre os temas quadrinhos, cinema, seriados de TV e até pequenos textos, que poderão agradar a alguns e desagradar a outros tantos. Sem fins lucrativos, apenas mera distração inconsequente. Pode parecer similar a outros já existentes, mas perceberão com o tempo um diferencial agradável. Enfim, vamos entrar no espaço do Impérios Rex e Lady Marian. Sejam realmente bem-vindos! Este espaço é para todos!

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Um pedido para alguém especial




JAMAIS DEIXE DE SORRIR

Queria falar desse alguém
Não numa poesia qualquer
Más algo que fosse além 
De sua essência de mulher 
Relatar o quanto me cativa
Esse seu rosto angelical
Dizer que muito me altiva  
Esse seu olhar tão belo e fatal
Esse seu sorriso, quero
Ver dos seus lábios florir
E ao mundo se fundir
E nesse soneto sincero
Quero então lhe pedir 
Jamais deixe de sorrir...

DIAS DE UM FUTURO ESQUECIDO





O MELHOR DOS X-MEN





Não é nem um pouco difícil, para qualquer leitor de longa data da Marvel, apontar a melhor fase dos X-Men nos quadrinhos. Em décadas de existência e as consequentes trocas de equipes criativas, a dupla Chris Claremont e John Byrne ainda reina na preferência dos fãs e são os verdadeiros responsáveis pela consolidação dos mutantes como campeões de vendas da editora, entre as décadas de 1970 e 80. Controvérsias à parte, Byrne sempre alegou que não era apenas um desenhista e contribuía mais no roteiro do que se pensava. Faz sentido, já que Claremont nunca mais teve tanto destaque sem o parceiro, mas os dois terão seus nomes ligados a esses personagens para sempre.

Antes do afastamento, após a Saga Da Fênix Negra, ainda puderam realizar uma das histórias mais lembradas e queridas dos X-Men. Dias de um Futuro Esquecido, introduz os conceitos de viagem no tempo e futuros alternativos que depois acabaram incorporados na mitologia dos mutantes, infelizmente, posteriormente utilizados como muleta por roteiristas vagabundos. A história mostrava o então distante futuro de 2013, situado cerca de 30 anos da época em que foi publicada, onde a ativação dos robôs Sentinelas nos EUA cria um conflito que termina confinando todos os mutantes sobreviventes em campos de concentração. Obrigados a utilizar colares que neutralizam seus poderes, eles assistem impotentes à dominação dos robôs no território do país, e percebem que a lógica fria das máquinas as levará a uma invasão a outros países. As outras nações ameaçam retaliar com um ataque nuclear, e o fim do mundo se aproxima.




Entre os internos de um campo, existe um grupo de resistência formado por X-Men sobreviventes. Entre eles, Kitty Pryde, agora chamada Kate pela sua idade, terá sua consciência enviada ao seu corpo em 1980, com a tarefa de alertar os X-Men do presente para que evitem o assassinato do senador Robert Kelly, um político alarmista e preocupado com a questão mutante. Evitando essa morte, o pressuposto é que o futuro dos Sentinelas não chegaria a acontecer. A premissa pode até parecer bastante comum hoje em dia, mas convém lembrar que a HQ foi publicada originalmente antes de filmes como O Exterminador do Futuro. A partir daí, a história alterna em mostrar o esforço do grupo original em proteger o senador e o grupo de resistência do futuro, tentando chegar a um núcleo de comando dos robôs.
Contextualizando mais uma vez, ler Dias de um Futuro Esquecido hoje requer certa abstração no que diz respeito aos problemas narrativos que a história possui. Melhor dizendo, hoje são encarados como problemas, mas basta uma rápida pesquisa em outras obras contemporâneas dela para perceber que os quadrinhos de super-heróis eram pensados de outra forma. Descrevendo de uma forma mais apurada, existem diálogos e recordatorios descritivos para aquilo que poderia ser mostrado e a segunda parte tem uma das incômodas recapitulações do número anterior, inseridas nas páginas através de flashback. Isso atrapalha um pouco o leitor moderno, mas era a época, então não adianta reclamar. Felizmente, estamos falando de um trabalho de John Byrne no auge da forma, portanto, seu traço, suas figuras e seu dinamismo narrativo valorizam bastante a experiência. Fugindo da polêmica sobre a autoria das ideias, Chris Claremont  também foi hábil em investir em vários momentos dramáticos desta trama, aproveitando um futuro alternativo dos personagens onde tudo era permitido.


Se você não leu e está em dúvida se vale a pena, eu digo que vale! Principalmente se quer saber mais da evolução desses personagens, conhecer a fonte de inspiração do filme X-Men: Dias de um Futuro Esquecido (X-Men: Days of Future Past – Us 2014) e ter contato com uma época em que a concepção visual do Wolverine lembrava uma mistura de Harvey Keitel em Taxi Driver com Tony Ramos. Trinta anos depois, Dias de um Futuro Esquecido continua uma leitura divertida e uma peça histórica na trajetória dos mutantes.