Bem-vindos ao Impérios Rex e Lady Marian!

Bem-vinvos ao Impérios Rex e Lady Marian!


Este site foi criado objetivando trazer um pouco de entretenimento, ao meu ver, saudável, pelo menos pra mim, que gosto de escrever, ler e comentar, e a partir daí gerar discussões sobre os temas quadrinhos, cinema, seriados de TV e até pequenos textos, que poderão agradar a alguns e desagradar a outros tantos. Sem fins lucrativos, apenas mera distração inconsequente. Pode parecer similar a outros já existentes, mas perceberão com o tempo um diferencial agradável. Enfim, vamos entrar no espaço do Impérios Rex e Lady Marian. Sejam realmente bem-vindos! Este espaço é para todos!

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

NOVA PRODUÇÃO DA HBO


WESTWORLD


Westworld é um parque temático futurístico para adultos, dedicado à diversão dos ricos. Um espaço que reproduz o velho oeste, povoado por androides  -  os anfitriões - , programados pelo diretor executivo do parque, o Dr. Robert Ford (Anthony Hopkins). para acreditarem que são humanos e vivem no mundo real. Lá, os clientes, ou convidados,  podem fazer o que quiserem, matando caubóis ou estuprando mocinhas, sem obedecerem a regras ou leis. No entanto, quando uma atualização no sistema das máquinas dá errado, os seus comportamentos começam a sugerir uma nova ameaça, à medida que a consciência artificial dá origem à “evolução do pecado”. Entre os residentes do parque, está Dolores Abernathy (Evan Rachel Wood), programada para ser a típica garota da fazenda, que está prestes a descobrir que toda a sua existência não passa de bem arquitetada mentira. É difícil distinguir quem é real de quem é de mentira e qual é a função de cada personagem na trama. Entender então, já é outra história. Produção de ficção cientifíca, thriller e ação, esta série da HBO. Criada por Jonathan Nolan e Lisa Joy, é inspirada no filme homônimo de  l973, (Westworld, Onde Ninguém tem Alma), que foi escrito e dirigido pelo escritor Michael Crichton.


 Palpites sobre as tramas de Westworld



Homem de Preto = William

Aparentemente há duas linhas de tempo, com uma distância de 30 anos entre elas. O quinto episódio, mostrou duas cenas que corroboram com essa hipótese. Numa delas, protagonizada pelo Homem de Preto (Ed Harris), o robô interpretado por Clifton Collins Jr. é chamado de Lawrence. Quando eles se encontraram no começo da trama, o pistoleiro ficou feliz ao revê-lo no parque
No mesmo episódio, Collins também contracenou com William (Jimmi Simpson), na pele do personagem El Lazo, chefe de um bando. Isso indica que a história de William acontece no passado e que ele hoje é o Homem de Preto.





Na primeira cena de William em Westworld, a câmera focou em um logotipo do parque diferente do apresentado quando o Homem de Preto surgiu pela primeira vez. A mudança de logomarca teria ocorrido logo após o complexo passar por uma reformulação total, no qual cenários importantes foram excluídos, como a igreja e o cemitério.
O misterioso labirinto a que se referem os personagens, principalmente o Homem de Preto, seria um tipo de fase mais complexa a ser resolvida em Westworld, originalmente criada para os robôs (anfitriões) e não para os humanos (convidados). O Homem de Preto fica obcecado pelo desafio e quer completá-lo. William/Homem de Preto, teria experimentado todas as histórias do parque, restando apenas essa.
William entrou no parque pela primeira vez escolhendo viver um papel de bonzinho (optou pelo chapéu branco). Algo ocorreu para que ele virasse o bandido sanguinário Homem de Preto. 





Bernard = Arnold

Um nome que deixa o telespectador perdido é Arnold, que nunca aparece. Quem é ele? Um dos criadores do empreendimento, ao lado de Ford (Anthony Hopkins). Eles passaram cinco anos desenvolvendo todos os mecanismos do mundo de Westworld. A especialidade de Arnold era a Inteligência Artificial (IA). Os dois teriam se desentendido, e Arnold implementou nos robôs uma IA próxima da consciência humana. O labirinto seria uma maneira de autodescoberta para os anfitriões. Isso levaria o empreendimento à falência e à destruição.
Dolores (Evan Rachel Wood) foi uma criação de Arnold. Ela seria o modelo exemplar de um robô com consciência humana. Dois anos antes de o parque abrir para o público, Arnold morreu. Ainda não se sabe como, mas há três possibilidades: um robô o matou; ele se suicidou; ele foi assassinado por algum dos investidores que descobriram seu plano macabro.
Bernard Lowe (Jeffrey Wright), também especialista em IA, entrou em Westworld duas décadas após sua inauguração. Existe uma hipótese de que, na verdade, Bernard é um robô criado por Ford com a imagem e semelhança do antigo parceiro, Arnold.





O prêmio final

A mocinha Dolores é a grande atração do parque, como se fosse o prêmio final para os convidados. Teddy (James Marsden), o caubói que pega a lata que ela derruba na cidade no início de alguns episódios, é seu protetor. Ele seria o mestre a ser derrotado para se chegar a Dolores e, assim, saber como resolver o labirinto.
Se a hipótese de Bernard ser um clone de Arnold for verdadeira, as interações de Dolores com Bernard/Arnold seriam flashbacks, com ele introduzindo uma consciência na donzela.
É interessante notar que quando Bernard/Arnold está conversando com Dolores, ela sempre está vestida, diferentemente do que ocorre quando Ford interage com ela (Dolores está nua). Arnold sempre faz questão de perguntar para Dolores se ela está mencionando a conversa deles para uma outra pessoa, tentativa de manter em sigilo o seu plano de implantação de IA avançada.


 Esta 1a. temporada de Westworld terá 10 episódios.

domingo, 6 de novembro de 2016

 
PRINCESA

Flôr que está desabrochando...
Imagem que transmite vibrações de grande plenitude...
Corpo de uma deusa,
que, de tão escultural, 
reflete sonhos proibidos. 

Você, pequena princesa, 
onde até os raios do Sol se orgulham de penetrarem em sua pele, 
para lhe saudar a vida, 
que somente a natureza pode proporcionar a seus filhos ilustres...
...como você...
Garota de grande coração...
que se torna pequeno para todos que querem, nele, penetrar...
Menina que sabe transformar uma lágrima num grande motivo para sorrir...
Pessoa que não conhece a tristeza e que sempre encontra, 
mesmo diante de vários tormentos que acarretam nosso dia a dia, 
a alegria que não encontramos, 
mas que você consegue encontrar e transmitir a todos que dela precisam.

Você já conheceu o amor...
Já conheceu um choro triste...
Já conheceu a nostalgia...
Conheceu quase tudo que a vida pode proporcionar...

Jovem feminina, 
que encabula a própria Vênus de Milo.
Sonhadora que ainda constrói castelos de esperança.
Amiga que sabe consolar e estender sua delicada mão a quem dela necessite...
Que sabe dar os ombros para o choro, 
que espera seu acalento vultuoso...

Sim, você está sempre presente...
Caminha onde caminhamos, chama atenção com charme...
É tímida como nunca foi...
Ingênua, com retrato de adulta...

Princesa, 
Tem um céu à sua espera...
Assim como tem a terra toda 
Querendo você!

* resgatando outro tempo, outra vida - 02/10/1996

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

UMA NOVA MULHER


Há uma nova mulher surgindo,
e seu espaço está exigindo...
É aquela mulher
que agora sabe o que quer...
Quer ser muito amada...
quer também ser respeitada...
Não quer apenas amar,
e pelo amor sempre esperar...
Quer no amor reciprocidade,
e, principalmente, qualidade.
Quer no sexo satisfação,
antes e durante, muito tesão...
e depois, a complementação...
quer carinho, muito denguinho...
Continuar com o joguinho...
Quer total atenção...
Quer sentir satisfação...
Quer sentir a continuação do prazer,
Quer gozar até mais não poder...
Quer sentir, principalmente,
se houve naquele momento
aquela entrega total...
Mesmo se for um romance eventual...
ela quer um sexo total...
Mas não aquele sexo banal...
Quer  se sentir amada, sensual...
Tem de ser bem amada,
Bem cuidada, idolatrada,
Acariciada, beijada...
Enfim...como mulher total...
Quer seu espaço...
e ponto final...

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

PARA REFLETIR



" Algumas pessoas nunca irão te amar, 
não importa o que você faça! 
Outras pessoas nunca deixarão de te amar, 
não importa o que você faça!"

domingo, 4 de setembro de 2016

COMO EU ERA ANTES DE VOCÊ




COMO EU ERA ANTES DE VOCÊ 



Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Trabalha como garçonete num café, um emprego que não paga muito, mas ajuda nas despesas, e namora Patrick, um triatleta que não parece interessado nela. Não que ela se importe.
Quando o café fecha as portas, Lou é obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor, de 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de um acidente de moto, o antes ativo e esportivo Will desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto. Tudo parece pequeno e sem graça para ele, que sabe exatamente como dar um fim a esse sentimento. O que Will não sabe é que Lou está prestes a trazer cor a sua vida. E nenhum dos dois desconfia de que irá mudar para sempre a história um do outro.





O filme "Como eu era antes de você", estrelado por Emilia Clark, como já lemos acima, conta a historia de uma jovem alegre que acredita que o amor é a chave para resolver todos os problemas da vida e de Will, que se transformou em uma pessoa depressiva e mau humorada que não vê nenhum sentido na vida após um acidente que o deixou sem os movimentos do pescoço para baixo.
É com a chegada de Louise Clark em sua vida para trabalhar como cuidadora  que tudo muda e Will volta a sorrir, pois é quando estes dois mundos se encontram e se confrontam que nasce uma identificação mutua entre eles, mesmo nas diferenças. Adaptação do livro de Jojo Moyses tornou-se um sucesso de bilheteria e emocionou muita gente, não só pelo enredo da historia, mas pelas lições que o filme passa. 

A nossa sociedade costuma impor limites e crenças às pessoas que acabam acreditando que não são capazes de realizar qrandes feitos. Ideia completamente errada, pois com força de vontade somos mais capazes do que imaginamos. Muitas pessoas se contentam com aquilo que lhes foi ofertado e por mais que tenham uma postura otimista diante da vida permanecem estagnadas, (se liga gordo, diria o Zé), então é preciso sair da zona de conforto e dar um novo sentido à sua vida buscando aquilo que realmente faz o seu coração bater mais forte. 
Em uma passagem do filme, Lou é aconselhada pelo seu pai que diz a ela que não podemos mudar as pessoas, e apenas amá-las, e isso é uma grande verdade. As pessoas possuem o livre arbítrio para tomar as próprias decisões e se realmente as amamos podemos apenas aceitá-las e acatar as suas escolhas. Ou não aceitar e seguir em frente, pois as pessoas apenas mudam quando sentem a necessidade de mudar  e não podemos influenciar nisso. As pessoas entram e saem da nossa vida constantemente, mas algumas delas nos marcam para sempre. Essas pessoas nos transformam de dentro para fora, pois tocam fundo em nossos pontos mais fracos e potencializam nossos pontos mais fortes, nos estimulando a pensar fora da caixa e nos fazer enxergar o mundo com outros olhos, (conheço uma pessoa assim, extraordinária). 
A personagem Louisa Clark está sempre sorrindo e isso faz com que o mundo a sua volta seja sempre colorido, o que acaba transformando também as pessoas com o seu alto astral. O sorriso revigora, não tem contradições, faz bem para quem dá e quem recebe. O amor está nas diferenças, pois enxergamos nelas os nossos próprios defeitos e podemos então nos transformar em pessoas melhores, porém respeitando as escolhas e limitações do outro. Quando amamos, nos doamos um pouco de nós para o outro e vice-versa, nos tornando assim uma fusão das melhores partes de cada um e levamos essa parte conosco para o resto de nossas vidas e é assim que o amor perdura. Não importa aonde vamos e com quem estamos esse amor ainda viverá eternamente em nosso ser. 

Nós somos como crianças descobrindo o mundo e estamos em constante aprendizado, somos passíveis de erros e acertos a todo o momento e são os erros do nosso passado que nos fazem aprender as lições mais valiosas em nossa vida. Portando, os erros do passado não nos definem, apenas são parte da nossa história e do que somos hoje.

Muita pipoca e muito lenço para as lágrimas e bom cinema.











domingo, 22 de maio de 2016

ÀS VEZES PRECISO




ÀS VEZES PRECISO

Às vezes preciso destravar as portas, 
abrir todas as janelas, 
deixar o vento entrar, 
soltar os cintos de insegurança e decolar para assistir à terra de luneta, 
comer pipoca sentado na lua, 
escorregar pelas pontas das estrêlas, 
dançar no ventre das nuvens, 
sonhar em outros planetas...
e dar muitas risadas com os cometas...
às vezes preciso ficar só....
Com um papel e uma caneta para colorir o coração 
e colocar mais alegria no viver 
e me encantar com a felicidade 
e não me esquecer dos sonhos!

quarta-feira, 9 de março de 2016

ARQUIVO X





ARQUIVO X – EU NÃO CONSIGO ACREDITAR MAIS!

Estamos em uma época de vivenciarmos nostalgicamente retornos televisivos. Embora questões meramente mercadológicas estejam em primeiríssimo plano, essas considerações a respeito de ressuscitar seriados encerrados se baseiam sobretudo na ansiedade dos fãs que, por associação, estariam dispostos a tudo para terem um pouco mais de tempo junto dos personagens que amaram tanto. Inserir no mercado atual um pouco do que ficara no passado somente é possível porque o sentimento de apego de um espectador ao que a televisão produz ficou ainda maior conforme o respeito alcançado pelas séries foi aumentando e se tornando essencial para a indústria.
Arquivo X tem uma das bases de fãs mais poderosas do mercado. Desde o último episódio (que agora não é mais o último), lá no início dos anos 2000, a Fox mantém em aberto a possibilidade de retorno através do cinema e da TV. A incursão cinematográfica, entretanto, não foi bem sucedida e sepultou as chances de um terceiro filme após o fiasco de 2008. Ainda assim, sempre falou-se em uma nova tentativa de ressuscitar a trama num formato televisivo. Nem um longa e nem uma temporada inteira, Arquivo X retornou para o que a Fox chamava de “evento” e tinha como missão satisfazer os fãs antigos enquanto angariava novos.
Mulder (David Duchovny) e Scully (Gillian Anderson) foram anunciados para novas aventuras em 2016 e houve uma expectativa imensa acerca do que o criador Chris Carter estava preparando, sobretudo quando também foi anunciado que seriam apenas seis episódios. Os que acompanharam a série sabiam que havia algumas pontas soltas a serem exploradas e que seria a primeira vez desde 2002 que o seriado voltaria a falar de mitologia. Seria a grande oportunidade de corrigir os enganos dos dois últimos anos e de mostrar como os agentes estariam lidando com o mundo contemporâneo. Uma das grandes razões para trazer de volta a série que não terminou bem é dar a ela a chance de um final recomposto. Muito poucos têm a chance e parece absurdo que se possa perdê-la. Bem, a meu ver, Arquivo X perdeu.
Essa curta décima temporada se organizou da seguinte forma: dois episódios mitológicos e quatro do estilo “monstro da semana”. O primeiro e o último tratariam da trama central do seriado, que se apoiava em conspiração alienígena e no paradeiro do filho perdido dos dois protagonistas. Esses dois episódios foram denominados de “My Struggle”, correspondendo cada um à luta interna dos agentes. A estreia focou-se nas lutas pessoais de Mulder e no seu eterno conflito entre acreditar e questionar as evidências de vida alienígena, algo que já vimos acontecer antes, mas que ganhou uma perspectiva interessante e promissora quando esse décimo ano iniciou.
Para compreendermos melhor toda essa dinâmica, precisamos retornar ao quinto ano da série, que fez Mulder duvidar de que os alienígenas realmente existissem. Através de uma boa argumentação, um funcionário do Pentágono revelou para o agente que o governo americano aproveitou a paranoia alienígena de Roswell e lançou uma campanha midiática em torno da existência dos extraterrestres para desviar a atenção da população de coisas mais importantes. O instrumento de manipulação foi ficando refinado à medida que mais mentiras eram produzidas para sustentar a maior delas. A argumentação deixava claro que alienígenas nunca teriam existido e foi apenas uma ficção encomendada.
Posteriormente, Mulder recuperou sua fé, mas agora vimos uma premissa parecida ser oferecida logo na estreia do novo ano. Comprometido com a ideia de modernizar a dramaturgia, Carter mirou nas questões de dominação global e terrorismo, insinuando que a maior conspiração de todas havia passado incólume pelo radar. Segundo o primeiro episódio, os alienígenas sempre teriam existido, mas nunca tiveram interesse em colonização. Ao caírem em Roswell, revelaram tecnologia e material orgânico para que o próprio homem conduzisse os planos de dominação. Assim, os alienígenas seriam apenas um bode expiatório para que o controle fosse exercido pelos próprios habitantes do planeta terra. Seria o terráqueo o verdadeiro colonizador.
A interessante premissa, contudo, precisou ser esquecida por algumas semanas, quando os episódios de “monstro da semana” vieram para dar ao espectador a experiência de reviver uma temporada de Arquivo X no seu sistema clássico. Chris Carter não conseguiu trazer Frank Spotnitz de volta, (grande roteirista de episódios clássicos), mas ainda assim com dois outros roteiristas, conseguiu garantir que o fã mais exigente fosse recompensado em sua espera. Quatro capítulos sem conexão com a trama central foram escritos e produzidos seguindo uma ordem pré-estabelecida; e essa ordem foi trocada pouco antes da temporada começar.
Por todas essas quatro semanas, vimos que a série encontrava dificuldades para contar novas histórias sem livrar-se dos vícios do passado. Em alguma instância, todos esses quatro momentos foram apoiados em detalhes que já tinham passado pela vida útil da série. Esse era o sintoma de um problema maior, mas que só ficou evidente no episódio final, quando as dificuldades de Carter no exercício de sustentar a importância de seu produto acabaram falhando por arrogância e falta de visão.
Ao chegarmos no final, a expectativa era de ver impressas nesse episódio mitológico as premissas que abriram os trabalhos da temporada. O primeiro roteiro do ano oferecera várias boas condições para que uma investida dos protagonistas dentro da conspiração governamental tivesse uma natureza nunca explorada. É claro que ter evidências de tecnologia alienígena sendo usada para perpetuar um vilanismo extraterreno que mascarasse as ações colonizadoras iniciadas na própria Terra, deixou o caminho aberto para investimentos novos. Porém, o segundo “My Struggle” foi tomado de verborragia e de incoerências que feriram mais um pouco a trajetória da série. Carter resolveu ir para o mesmo lugar de onde sempre volta. Seu fetiche pelo argumento do DNA, da vacina, do vírus, do híbrido, assola os Arquivos X há muito tempo. Foi com muito pesar que vimos se desenrolar uma trama rebuscada envolvendo um vírus que atacou a humanidade e uma busca por uma cura que se resolve em uma tarde, sem problemas. Foi com desconfiança que vimos o roteiro privilegiar as mesmas justificativas e saídas fáceis que já tinham condenado a série antes e que estavam condenando agora.
Quase não tivemos Skinner (Mitch Pillegi) e a volta do Canceroso (William B. Davis) está entre as decisões mais equivocadas desse retorno. Nem mesmo uma ponte entre a primeira mitologia (situada entre a primeira e a sexta temporadas) e o atual estado de poder do dito, nós vimos. É claro que se os alienígenas nunca estiveram interessados em colonizar, precisaria haver uma ligação entre os atuais eventos e os eventos passados. Algo que justificasse a posição do Canceroso nos planos. Talvez, inclusive, a presença dele na série só não seja tão grave quanto o retorno de Monica Reyes (Annabeth Gish), que foi inexplicavelmente justificado com um ato de covardia que não tem a menor coerência com o que sabemos dela.
O resultado final foi ambíguo. O envolvimento pessoal de alguns com a série acaba tornando esse retorno válido de muitas formas. Ainda tivemos boas cenas, bons momentos, tivemos Gillian Anderson provando como é boa atriz e vimos com orgulho alguns sinais de amadurecimento escondidos nos cantos. Visto que uma nova temporada seja muito possível por conta da audiência, o imenso gancho deixado em aberto no final ainda pode ser resolvido. O grande problema, contudo, é que Arquivo X não parece confortável com seu compromisso de acabar, e agoniza retornos que lhe garantam uma despedida digna. Infelizmente, não foi desta vez. Se a verdade continua lá fora, Chris Carter está procurando nos lugares errados.