Bem-vindos ao Impérios Rex e Lady Marian!

Bem-vinvos ao Impérios Rex e Lady Marian!


Este site foi criado objetivando trazer um pouco de entretenimento, ao meu ver, saudável, pelo menos pra mim, que gosto de escrever, ler e comentar, e a partir daí gerar discussões sobre os temas quadrinhos, cinema, seriados de TV e até pequenos textos, que poderão agradar a alguns e desagradar a outros tantos. Sem fins lucrativos, apenas mera distração inconsequente. Pode parecer similar a outros já existentes, mas perceberão com o tempo um diferencial agradável. Enfim, vamos entrar no espaço do Impérios Rex e Lady Marian. Sejam realmente bem-vindos! Este espaço é para todos!

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

SESSÃO NOSTALGIA


O FANTASMA
(The Phantom – Us 1943)


Seriado de aventuras baseado no personagem das histórias em quadrinhos O Fantasma (The Phantom), criação de Lee Falk e Ray Moore, para tiras diárias e páginas dominicais dos jornais americanos, estrelado por Tom Tyler no papel principal e Jeanne Bates como a namorada do Fantasma, Diana Palmer. Como a maioria dos seriados, o filme teve um orçamento relativamente baixo. No filme o nome verdadeiro do Fantasma é Geoffrey Prescott, enquanto nos quadrinhos, seu verdadeiro nome é Kit Walker. Aqui, quando está na cidade, disfarçado com chapéu, óculos escuros e um casaco, o Fantasma pede a Singapura Smith para chama-lo de Walker. A série foi filmada nas colinas de Hollywood como se fosse a selva africana.


Professor Davidson e sua filha Diana vão à África procurar pela Cidade Perdida de Zoloz, onde, segundo a lenda, está escondido um tesouro. A localização da cidade esta contida em sete peças de marfim, das quais Davidson já possui três. Mas sua busca é impedida por um charlatão que deseja ter o tesouro só para si. Mais tarde a busca passa a ser dificultada pelo Dr. Bremmer, um criminoso internacional que planeja destruir a paz com as tribos nativas de Zoloz e construir uma base aérea secreta para seu país sem nome. Ele mata O Fantasma, que era um obstáculo para suas pretenções, mas Geoffrey Prescott, filho do Fantasma, retorna à selva após concluir seus estudos na Europa, e assume sua herança de família que é a identidade e o manto de O Fantasma, o que faz com que todos pensem que o héroi é imortal. Com sua incrível força, o Fantasma leva a melhor em cada movimento adversário, escapando de uma cilada fatal atrás da outra - avalanches, gases venenosos e explosões. Com a ajuda de seu amigo de quatro patas Capeto, ele finalmente subjuga os adversários e traz a paz para a floresta mais uma vez. Divido em 15 capítulos é uma preciosidade que vale assistir. 

 

Pode contar comigo


Sei que você está triste...
mas se eu pudesse lhe daria o Sol 
para ver um brilho a mais em seus olhos...
Se eu pudesse lhe daria o Mar 
para ver mais profundidade no seu olhar...
Se eu pudesse lhe daria todas as cores do mundo 
somente para ver seu rosto mais alegre
Você é tão importante para mim...
que eu daria minha própria vida  pra te ver sorrir...
Infelizmente, neste momento, 
não posso mudar muita coisa, 
apenas posso dizer que estou ao seu lado 
e que se precisar ....
pode sempre contar comigo!

domingo, 22 de fevereiro de 2015

SEDUÇÃO


Da rua vejo a lua, nua
Prateada de luz, seduz
Tamanha beleza, pureza.
Vagar que inspira, tira
Do fundo da alma, calma
Amores vividos, idos
Infinito que brilha, trilha
Meu peito procura, cura
Nos lábios da flor, amor
Tem lua no céu, véu
Cobre quem ama, flama
Eleva o querer, viver
Você minha musa, usa
A tua magia, cria
Razão para amar, amar

Namor, The Sub-Mariner



 


NAMOR, O PRÍNCIPE SUBMARINO


Criado por Bill Everett, em 1939, na revista “Motion Picture Funnies”, para promover a seqüência do seriado “O Império Submarino”. O tal seriado acabou não saindo do papel, mas Namor, ao contrário, continuou nas revistas da editora Timely (hoje Marvel).

No período que antecede a Segunda Guerra, o navio explorador “Oracle” viajava próximo à Antartica e detonou cargas explosivas no fundo do oceano para conseguir abrir espaço para a embarcação passar com segurança. Influenciado por um vilão chamado Paul Destino, o “Oracle” procurava os restos de uma antiga civilização. Sem saber, no entanto, a equipe do navio estava destruindo com seus explosivos uma imensa cidade onde viviam os atlantes, uma espécie de homens do fundo do mar (na realidade, no original, muitos pareciam mais com peixes que com homens). O imperador daquele mundo, rei Thakorr, ordenou então à sua filha, Fen, que fosse com um grupo de guerra à superfície descobrir o que estava acontecendo. Fen, porém, decidiu ir sozinha e usando uma poção que lhe permitia respirar ar, subiu ao navio, deixando a tripulação encantada com sua beleza. Para investigar melhor, a princesa decidiu permanecer no navio aprendendo a cultura e a língua daqueles homens, ao mesmo tempo em que tentava impedir novas detonações, mas acabou se apaixonando pelo capitão, Leonard McKenzie. Os dois se casaram no navio e logo depois McKenzie descobriu a cidade perdida que procurava (por sinal, criada por outro povo submarino, os Lemurenses), mas Destino ficou louco ao encontrar na cidade uma relíquia maligna, o Capacete do Poder, e incidentalmente explodiu tudo. McKenzie conseguiu voltar para o navio que, no exato momento em que ele chegou e abraçava Fen, foi atacado por soldados do pai dela, que acreditavam que a princesa havia sido raptada. O comandante foi gravemente ferido em frente à esposa (ela acreditou que ele morreu). A cidade começou a ser reconstruída e Fen descobriu que estava grávida: tempos depois, nasceria Namor. O nome, por sinal, significa “filho vingador” na língua atlante. Namor nasceu com asas nos pés, força descomunal e anfíbio. A única criatura que se parecia com ele era uma prima, Aquaria, apelidada pelo pai como “Namora” por ser fisicamente parecida com ele (também ela era fruto de uma relação interracial com o povo da superfície), que mais tarde se tornaria mãe de Namorita. Namor cresceu e viveu aventuras submarinas durante um bom tempo, quase sem contato com as pessoas da superfície, que considerava verdadeiros demônios pelo que faziam com o mar e por ouvir lendas dos demais atlantes. Quando começou a a Segunda Guerra, no entanto, combates entre navios causaram novos estragos em Atlantis e nosso herói foi enviado pelo imperador, seu avô, para se vingar. O herdeiro do mar começa sua vingança em Manhattan, onde acaba enfrentando o Tocha Humana original. Até que uma agente especial do exército chamada Betty Dean é enviada para capturá-lo. Ele fica admirado com a coragem da moça, da qual se torna amigo e, eventualmente, amante. Namor é então convencido de que os vilões de verdade são os nazistas e se une ao Tocha, Capitão América e a outros heróis da época na luta contra Hitler.

No início a Marvel precisava pagar à Funnies Inc. pelo uso de Namor, mas logo a editora viria a comprar os direitos sobre o personagem.

ALÉM DA ERA DE OURO

Com o fim da Guerra, os gibis com Namor começaram a cair nas vendas, sendo cancelados. A editora Marvel ainda tentou ressuscitá-lo na década de 50, mas os resultados se mostraram tímidos. Em 1962, porém, Stan Lee e Jack Kirby o trouxeram de volta definitivamente, desta vez como vilão da HQ do “Quarteto Fantástico”. A partir de então, nosso Homem-Peixe sempre esteve presente.


CLÁSSICOS INESQUECÍVEIS





BONEQUINHA DE LUXO
(Breakfast at Tiffany’s – Us 1961)



Neste feriado prolongado de carnaval, tive oportunidade de rever grandes filmes, dentre os quais o delicioso romance Bonequinha de Luxo. Relembre: Holly Golightly (Audrey Hepburn) é uma garota de programa nova-iorquina que está decidida a casar-se com um milionário. Perdida entre a inocência, ambição e futilidade, ela toma seus cafés da manhã em frente à famosa joalheria Tiffany`s, na intenção de fugir dos problemas. Seus planos mudam quando conhece Paul Varjak (George Peppard), um jovem escritor bancado pela amante que se torna seu vizinho, com quem se envolve. Apesar do interesse em Paul, Holly reluta em se entregar a um amor que contraria seus objetivos de tornar-se rica.

Direção: Blake Edwards; Elenco: Audrey Hepburn, George Peppard, Patricia Neal, Buddy Ebsen, Mickey Rooney, Martin Balsam.

Um ótimo filme, ótima trilha, com destaque para Moon River. Tudo funciona perfeitamente. E Audrey está linda como sempre. 

 

COMENTANDO O CLÁSSICO GILDA






NUNCA HOUVE UMA MULHER COMO GILDA

 
Gilda (Rita Hayworth) - 1946 - Dir.: King Vidor -


Johnny Farrell (Glen Ford) é um vigarista americano que ganha à vida nos submundos de Buenos Aires trapaceando em diversos tipos de jogos. Certa noite ao ser encurralado por um insatisfeito perdedor, Johnny é salvo por Ballin Mundson, (George MacReady) o inescrupuloso dono de um cassino ilegal. Devido seus “talentos” Johnny é convidado para trabalhar no cassino, onde rapidamente acaba se tornando gerente e braço direito de Ballin.  A fiel relação entre os dois é completamente arruinada quando Ballin retorna de viagem casado com Gilda (Rita Hayworth) a antiga e mal curada paixão de Johnny.  O filme ao ser lançado em 1946 obteve enorme sucesso de público enquanto as criticas o consideravam provocativo, devasso e imoral. Rita Hayworth, a então protegida de Harry Cohn e estrela máxima da Columbia, brilha e irradia sensualidade como nenhuma outra atriz de Hollywood conseguira fazer desde a implantação do código Hays. A sequência que ela canta Put the Blame on Mame sugerindo um streaptease é um dos momentos mais eróticos do cinema clássico. Não é por acaso que o cartaz do filme já dizia: “Nunca Houve Uma Mulher Como Gilda”; De fato só podemos concordar com o slogan, pois, se hoje o filme ainda é arrebatador (e até mesmo forte se considerarmos algumas cenas repletas de malicias sexuais) imaginemos, portanto quão grande foi seu impacto junto a sociedade dos anos 40. Charles Vidor, que anteriormente já havia dirigido Hayworth ao lado de Gene Kelly no ótimo musical Modelos (1944), com Gilda alcançava seu ápice, pois não restam dúvidas que esse é seu melhor trabalho.



 
Considerado uma obra prima do cinema, com uma chocante fotografia de filme noir, deslumbrantes  cenários art déco e Rita usando um guarda-roupa que deve ter inspirado várias coleções. Mas o melhor são as falas, algumas infernais e que, depois, o cinema se cansou de copiar. Gilda finge esquecer o primeiro nome de Farrell e comenta: “Johnny – nome difícil de lembrar e fácil de esquecer”. Em outro momento, Farrell resume o seu desprezo por ela, dizendo: “Há mais mulheres do que qualquer outra coisa no mundo – exceto insetos”. A própria Gilda, numa avaliação ousada, se define: “Se eu fosse uma fazenda, não teria cercas.

Rita Hayhorth simplesmente deslumbrante






SILENCIO DA NOITE



Na calada da noite,
no uivo do vento forte
ouço o lamento
No canto das aves noturnas
embalo de tormentos.
Pensamentos confusos,
recordaçoes distantes
escuridão total
grande desalento.
O vento cessa,
o canto abranda,
o luar penetra,
o sono chega
e no rodopiar dos sonhos
novamente tropeço...