Bem-vindos ao Impérios Rex e Lady Marian!

Bem-vinvos ao Impérios Rex e Lady Marian!


Este site foi criado objetivando trazer um pouco de entretenimento, ao meu ver, saudável, pelo menos pra mim, que gosto de escrever, ler e comentar, e a partir daí gerar discussões sobre os temas quadrinhos, cinema, seriados de TV e até pequenos textos, que poderão agradar a alguns e desagradar a outros tantos. Sem fins lucrativos, apenas mera distração inconsequente. Pode parecer similar a outros já existentes, mas perceberão com o tempo um diferencial agradável. Enfim, vamos entrar no espaço do Impérios Rex e Lady Marian. Sejam realmente bem-vindos! Este espaço é para todos!

sábado, 29 de agosto de 2015


NÓS E O TEMPO 

Andava o tempo ao léu
olhando a terra fria
pensativo, solitário
Quando te viu lá do céu.
Sorriu consigo mesmo.
Se aproximou devagar, 
a principio como amigo, 
pouco a pouco se chegando.
Te conhecendo um pouquinho, 
muito mais te admirando. 
Já não andava ao léu.
Já não era fria a terra...
Havia encontrado a razão, 
O motivo, 
A quimera...
Mas o tempo não espera...
Corre contra o coração.
E do tempo esqueceste.
Deixou-o na solidão.
Ninguém é dono do tempo, 
nisso o tempo tem razão.
O que do tempo se guarda
é só uma doce ilusão




LÁGRIMAS NA CHUVA

Tão só, 
é como às vezes me sinto, 
com as mãos atadas, 
por escolha própria, 
perdido nesse imenso labirinto.
Sempre quis ser livre, 
talvez um pouco menos
do que realmente sou.
Não consigo escrever o que penso, 
não consigo entender quem sou...
Já chorei em cada canto minha saudade.
E já perdi a esperança de sobreviver...
Mas agora é tarde demais, já amanheceu, tudo está mais claro.
Porém, ainda me sinto um pouco perdido, 
como lágrimas na chuva...

MIRACLEMAN DE ALAN MOORE


KIMOTA - MIRACLEMAN ESTÁ DE VOLTA







Uma obra famosíssima das histórias em quadrinhos e recheada de polemicas, considerada por muitos como a verdadeira obra prima do inigualável Alan Moore, Miracleman revolucionou a nona arte, principalmente no que se refere aos quadrinhos de super-hérois. Trazendo uma abordagem adulta e sombria, altamente violenta, Moore revolucionou o personagem, inserindo algumas das idéias que aproveitaria mais tarde em obras como Watchmen e V de Vingança. Miracleman está sendo publicado no Brasil pela Panini, (já saiu o número 08), em formato americano, mensal.
Mas antes de tratar da fase Moore que a edição cobre, é preciso contextualizar um pouco, voltando ao ano de 1940, no surgimento do personagem Capitão Marvel. Sim, esse mesmo. O garoto Billy Batson, que grita “Shazam” e se torna um super-herói mágico que usa um macacão vermelho e tem um raio amarelo no peito. Criado pela editora Fawcett, o novo herói fez tanto sucesso, que suas revistas começaram a vender mais do que o próprio Superman da DC Comics. A DC então, após algumas disputas judiciais perdidas onde alegavam violação de direitos autorais, conseguiu fechar um acordo com a Fawcett em 1953, tirando o Capitão Marvel de circulação. O problema é que esse acordo prejudicou uma editora na Inglaterra, a Len Miller. A editora, que possuía os direitos de publicação do Capitão Marvel no Reino Unido, se viu em apuros quando perdeu o seu carro-chefe de um dia para outro. Era preciso resolver o problema, e assim foi chamado o escritor e desenhista Mick Anglo. Sua missão? Criar um personagem tão legal quanto o Capitão Marvel. Assim, Anglo inventou o Marvelmanuma versão britânica do Capitão Marvel, onde um garoto chamado Micky Moran também recebe poderes (com a diferença que aqui são poderes atômicos, e não mágicos), que são ativados quando ele grita uma palavra: Kimota (ao invés de Shazam). Além de ter também uma “família” de ajudantes que de alguma forma recebem os mesmos poderes. Sim, o personagem surgiu como nada mais que um plágio. Com histórias simplórias e infantis, a revista se mostrou um sucesso de vendas, sendo publicada de 1954 a 1963. Mas afinal, então porque o personagem é tão icônico? Acontece que em 1981, um jovem Alan Moore foi convidado para reinventar o personagem, e o que ele fez foi simplesmente revolucionário. Moore não apenas deu uma nova roupagem ao Marvelman, criando todo um clima mais adulto na revista, como ainda deu um jeito para encaixar as histórias mais simples da década de 50 no contexto da sua trama. Seus roteiros densos revolucionaram os quadrinhos de super-heróis, e Marvelman se tornou um clássico instantâneo. Após a editora que publicava a HQ na Inglaterra falir, Moore concluiu sua fase à frente do personagem em uma editora americana, com o herói rebatizado para Miracleman, devido a uma reclamação da Marvel sobre direitos autorais. Após o encerramento da “Era Moore”, a HQ passou a ser escrita por ninguém menos que Neil Gaiman, que infelizmente não pôde concluir sua fase, quando essa segunda editora também veio a encerrar suas atividades. Sendo assim, além do final em aberto, os direitos de publicação do personagem ficaram durante anos em disputas judiciais, e o Miracleman nunca mais foi publicado (ou republicado). Até que em 2012 a Marvel conseguiu os direitos do personagem, que voltou a ser publicado em 2013.
 A grande novidade é que, além de republicar toda a fase de Alan Moore em sequência, também teremos a posterior fase de Neil Gaiman, que promete finalmente lançar a edição final, que ficou impossibilitado na década de 80.
Além dessa série de implicações acerca do personagem, como plágio, problemas de direitos autorais, editoras falindo e anos de disputas judiciais, quando o personagem finalmente pôde voltar às bancas, Alan Moore ainda trouxe mais uma polêmica: O autor exigiu que o seu nome não fosse creditado nas revistas. Sendo assim, tanto nas edições americanas quanto nas de qualquer outro país, no lugar do roteirista nós temos os dizeres: “O escritor original”.
 Na publicação brasileira, também tivemos alguns problemas. Leitores reclamam da decisão editorial da Panini em publicar a obra de forma mensal, alegando que pela grandiosidade da obra, o tratamento mínimo seria um encadernado.
O problema, é que na publicação americana, Miracleman se encontra ainda na edição 13, tendo apenas dois encadernados pequenos contendo 4 edições cada. Ficaria inviável começar a coleção por aqui em encadernados, ainda mais com um personagem relativamente desconhecido do grande público. Particularmente achei excelente a série ser publicada de forma mensal, principalmente pelo ótimo custo-benefício, além de ser uma forma mais fácil de trazer novos leitores e apresentá-los ao personagem.
A primeira edição brasileira, assim como a americana, traz além da história de Moore as primeiras publicações de Marvelman ainda na década de 50, a título de curiosidade, além de alguns extras que contam um pouco da história do personagem e de seu criador, Mick Anglo.
Na história de Moore, que é afinal o mais importante, temos um Micky Moran já adulto, jornalista, casado, e por algum motivo completamente esquecido de seu passado como Miracleman, a não ser pelo sonho constante onde ele é o herói atômico e impede crimes com seus poderes especiais ao lado dos seus parceiros Jovem Miracleman e Kid Miracleman.
No sonho, Micky sabe que existe uma palavra-chave que ativa os seus poderes, mas ao despertar ele não se recorda qual seria, e fica se perguntando  o significado desses sonhos repetitivos. Até que um dia, enquanto cobre uma matéria, se vê em meio a um ousado roubo de isótopos de plutônio, e ao dar de cara com uma porta com a palavra “atômica“, Micky a lê de trás pra frente e imediatamente tem seus poderes e memória reavivados. Kimota!
 Lembrando de seu passado como Miracleman, Micky impede o roubo e conta à sua esposa sobre suas aventuras na década de 50, quando era apenas um garoto. Porém, o protagonista ainda vai descobrir que muita coisa sobre o seu passado pode não ser bem o que ele acredita que seja. Essa é a premissa básica, apresentada por Moore nessa primeira edição. O interessante aqui é como ele linka o passado do personagem na trama que criou, trazendo uma roupagem nova, mais madura e complexa, ao mesmo tempo que não abandonou as histórias simplórias criadas por Mick Anglo tantos anos atrás.
Resumindo, Miracleman é indispensável para qualquer leitor de quadrinhos, não apenas pelo sua importância histórica, mas também pela qualidade do material. Independente da forma como seja lançado, é uma obra que precisa ser lida, e algo essencial para se ter na coleção.




Miracleman destroçando cabeças





domingo, 23 de agosto de 2015

Estrêla a Brilhar



ESTRÊLA A BRILHAR

Olhe nos olhos e veja...
alguém é sua estrêla...
Quando me encontro ao seu lado
Fico feliz por chegar às nuvens.
E enquanto caminho sobre elas,
o céu se abre ao ver seu sorriso.
Raios de Sol refletem em seus olhos,
que mesmo à noite, brilham como você,
uma estrêla a caminhar nesse mundo...
Mas quando não está por perto,
tudo se torna noite e sombrio.
No céu vejo só a esperança de vê-la,
novamente se abrir ao seu sorriso.
Mas em um pequeno espaço nas nuvens
vejo que lá se encontra você:
uma linda estrêla a brilhar ...

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

MORRE A BATGIRL



YVONE CRAIG -  SANTA PERDA BATMAN!




Morreu aos 78 anos, nesta Segunda Feira, dia 17 de Agosto, vitima de cancer de mama, em sua casa no estado da California, a atriz Yvone Craig, a eterna BatGirl, do seriado Batman, dos anos 60.
Yvone começou sua carreira no The Ballet Russe de Monte Carlo e, como uma dançarina treinada, era capaz de realizar suas próprias cenas de ação ao lado de Adam West (Batman). Ela também participou de Star Trek (Jornada nas Estrêlas), em um episódio da 3a. Temporada, como Martha, uma escrava de Orion que tenta seduzir e martar o capitão Kirk. Também estrelou 2 filmes ao lado de Elvis Presley, (Loiras, Morenas e Ruivas e Com Caipira não se brinca).
Entretanto, seu papel mais marcante será sempre lembrado como a bibliotecária Barbara Gordon, a filha do Comissário Gordon, e sua identidade secreta de BatGirl. Ela entrou no seriado do Batman em 1967, durante a 3a e última temporada do programa. No início, a atriz achou que seu papel não chamaria muita atenção, mas sua interpretação rendeu constantes elogios e agora ela é vista como a melhor BatGirl. 














 

sábado, 25 de julho de 2015

A VERDADE JÁ ESTAVA LÁ FORA


OS INVASORES



Novamente pela inesquecível TV Itacolomi, tomei contato com uma série extraordinária, uma ficção que mais parecia um bom filme de terror, naqueles maravilhosos anos 60.
As noites de Sábado até então eram reservadas para o Telecacth Montilla, o western Bonanza e o instigante Além da Imaginação, até que  em 1967 estreava, e eu assistia, como sempre em uma TV em preto e branco, Os Invasores (The Invaders), criada por Larry Cohen e estrelada pelo desconhecido Roy Thinnes. Ah, estava esquecendo: o seriado era patrocinado pela Gessy Lever e Martini.
Segundo vários autores a série foi baseada num filme de 1956, feito nos EUA, dirigido por Don Siegel, chamado Invasion of the Body Snatchers, (aqui no Brasil passou com o título de Vampiros de Almas), estrelado por Kevin McCarthy e Dana Wynter. Esta tese é ainda mais reforçada pois os atores Kevin McCarthy e Dana Wynter participaram de dois episódios da série: The Watchers e The Captive.
Os Invasores foi apresentada nos EUA pela rede de televisão ABC, de 10 de Janeiro de 1967 até 26 de Março de 1968, num total de 43 episódios de 50 minutos cada. 




O primeiro episódio da série, (Beachhead/Cabeça de Praia), iniciava com um fundo musical de dar arrepios, assinado pelo mestre Dominic Frontiere e o cenário de uma localidade deserta, escura, abandonada, percorrida por um Ford Sedan prateado, com teto de vinil branco, dirigido por David Vincent, (Roy Thinnes).

Começava assim a fantástica saga de David Vincent, um homem comum, um arquiteto bem sucedido, que de forma inusitada, ao presenciar e testemunhar a aterrissagem de um disco voador, uma nave de outra galáxia, mudaria totalmente sua vida. Por exatos 43 episódios, David passaria a ter dois únicos objetivos na vida, de forma desesperada, tentaria evitar os planos de invasão da Terra e procuraria um meio de convencer um mundo descrente de que o pesadelo já havia começado.

Os invasores eram seres de um planeta que estava para ser extinto e já se encontravam entre nós, haviam tomado a forma humana e tinham iminentes planos de invasão em massa para fazer da Terra o seu mundo. Apesar de se confundirem com a aparência humana, os invasores não tinham pulsação, não apresentavam batidas cardíacas, não possuíam sangue nas veias e alguns apresentavam uma notável deformidade no quinto dedo das mãos, causada por um erro de cálculo no processo de mutação para a forma humana
Após algum tempo na forma humana,  precisavam se regenerar em gigantescos tubos movidos por geradores potentíssimos de tecnologia alienígena e brilhavam feito luzes incandescentes antes de morrer, sendo  pulverizados não deixando  rastros ou sinais de suas presenças na forma humana. Os episódios que compõem toda a trama são centrados numa personagem inicialmente tido como um lunático pela opinião pública.
 Um arquiteto que é motivo de chacota em todo lugar que aparece, mas que representa o que parece ser a única tábua de salvação para uma humanidade descrente. Um personagem solitário que enfrenta uma raça de seres invasores que objetivam o domínio pleno do mundo terreno. 

 
Além da metáfora óbvia do medo comunista, a série se sustentava em pernas próprias, sempre nesse clima de conspiração e abordando temas universais em textos muito bem trabalhados. Um dos meus favoritos trata de religião (s01e12 – The Storm) e a pergunta ao final era: se é errado matar seres humanos, o que dizer de matar alienígenas, já que eles seriam produto do mesmo Deus que nos criou (ou, no caso de você ser ateu, se os aliens também têm uma consciência análoga à dos seres humanos)?




O que mais me surpreendeu foi como The X-Files chupou toda a mitologia principal de The Invaders. Não é segredo nenhum que Chris Carter disse ter usado o seriado como inspiração, mas ao assistir e analisar, o grau de semelhança foi muito maior do que eu esperava. A caracterização do protagonista (Fox Mulder = David Vincent), vários arcos da trama, temas e plots de episódios, a ideia do “Sindicato” (tirada do episódio duplo Summit Meeting) e até locações, como extensos campos de milharal sendo cenários de perseguições e silos misteriosos/bases militares no meio do nada escondendo segredos de outro mundo. Carter prestou uma homenagem explícita ao escalar Roy Thinnes para viver Jeremiah Smith, um ser com habilidades de cura, num ótimo arco de The X-Files.
É interessante ver como estruturalmente a série conseguia atingir tanto uma mitologia forte quanto se estabelecia com episódios semanais independentes. Você não perdia o fio da meada se não assistisse a alguns episódios. Mas, vendo tudo em sequência, percebe-se claramente um crescendo na trama, com David Vincent conseguindo cada vez mais atingir os planos alienígenas, descobrir que eles estão exercendo cargos importantes, como juízes, políticos, etc..

























Ao final, David Vincent não consegue colocar fim à conspiração alienígena e a série foi cancelada por baixa audiência, com 43 episódios exibidos. Em 1995, talvez por causa do sucesso de The X-Files, uma continuação foi feita no formato de minissérie, com Scott Bakula (da série Quantum Leap) vivendo outro personagem que combatia os aliens invasores





                                                        Abertura original de "Os Invasores"

terça-feira, 21 de abril de 2015

CRIAÇÃO


As goteiras são lágrimas de chuva,
que por sua vez são lágrimas do céu,
que é a morada de Deus.
Minhas palavras são goteiras de poesia,
que por sua vez são gotas da imaginação,
que é a viagem nos carinhos teus.
Minhas horas de inspiração
são palavras de desabafo,
que por sua vez me levam ao teu encontro,
que é toda a vida o momento meu!