Bem-vindos ao Impérios Rex e Lady Marian!

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Este site foi criado objetivando trazer um pouco de entretenimento, ao meu ver, saudável, pelo menos pra mim, que gosto de escrever, ler e comentar, e a partir daí gerar discussões sobre os temas quadrinhos, cinema, seriados de TV e até pequenos textos, que poderão agradar a alguns e desagradar a outros tantos. Sem fins lucrativos, apenas mera distração inconsequente. Pode parecer similar a outros já existentes, mas perceberão com o tempo um diferencial agradável. Enfim, vamos entrar no espaço do Impérios Rex e Lady Marian. Sejam realmente bem-vindos! Este espaço é para todos!

terça-feira, 21 de abril de 2015

UMA VIAGEM NO "TUNEL DO TEMPO"





 
Elenco principal de O Túnel do Tempo


Nos incríveis anos 60, na segunda metade, conheci através da TV Itacolomi, um seriado extraordinário, pra mim, naquela época, um marco na TV, pois para minha jovem imaginação, eu viajava pelas eras com a dupla de heróis do programa. Pelas imagens de uma TV em preto e branco a imaginação surfava por mares bravios e inimagináveis.
O Túnel do Tempo é uma série de ficção científica que mostrou, com muito sucesso, as aventuras de dois cientistas que realizam viagens através do tempo. O programa foi a terceira série de ficção-científica criada e produzida para a tevê pelo produtor Irwin Allen sendo lançada pelo estúdio 20th Century Fox Television e transmitida pela rede de televisão americana ABC. Apesar da audiência, durou apenas 30 episódios em uma única temporada, devido ao seu elevado custo de produção.
O produtor Irwin Allen já tinha emplacado a série Viagem ao Fundo do Mar na rede ABC americana e estava se preparando para lançar Perdidos no Espaço na CBS. Foi quando a ABC o convidou para produzir uma série sobre viagens no tempo.
Naquela época, havia sido lançado um livro chamado The Time Tunnel (O Túnel do Tempo), escrito por Murray Leinster. A publicação falava de um túnel em uma viela parisiense, usado para se chegar à era Napoleônica, onde negociadores de arte estavam roubando velhos artefatos. Apesar da história ser fraca, inspirou Allen a criar um grande projeto para a tevê.

A HISTÓRIA

O Projeto Tic-Toc é uma empreitada secreta do governo americano para a construção de uma máquina do tempo, conhecida como Túnel do Tempo, devido a sua aparência de um corredor cilíndrico. A base para o projeto é um enorme complexo oculto no subsolo em uma locação do Arizona, situada 800 andares abaixo da superfície, onde trabalham mais de 36 mil pessoas.
Os diretores responsáveis pelo projeto são o Dr. Douglas Phillips (Robert Colbert), o Dr. Anthony Newman (James Darren) e o Tenente-General Heywood Kirk (Whit Bissel). Seus auxiliares são o Dr. Raymond Swain (John Zaremba), um grande especialista em eletrônica, e a Dra. Ann MacGregor (Lee Meriwether), uma eletro-bióloga responsável pela supervisão da unidade que determina quanto calor um viajante do tempo é capaz de resistir. A série se passa em 1968, praticamente dois anos no futuro do tempo original da transmissão da série.
O Tic-Toc estava em seu décimo ano, e perto de definitivamente começar a dar resultados, quando o senador dos Estados Unidos Leroy Clark (Gary Merrill) trata de fazer uma investigação a fim de avaliar a continuidade do projeto, que já havia consumido 7,5 bilhões de dólares. Clark achou que o Tic-Toc estava desperdiçando dinheiro dos cofres do governo, visto que aquilo tudo seria um “brinquedo caro que apenas fez alguns animais desaparecerem e nada mais”.
Após uma conversa com Phillips, Newman e Kirk, o senador dá um ultimato: ou eles realmente conseguem enviar uma pessoa através do tempo em até 24 horas ou ele retirará para sempre o financiamento do projeto.
Mais tarde, Tony decide ele mesmo testar o túnel secretamente, mesmo que o equipamento ainda não esteja aperfeiçoado e sem saber se conseguirá voltar. Seu objetivo é provar que as viagens no tempo são possíveis e salvar o projeto. O cientista realmente desaparece e, ao perceberem que a máquina foi ativada, técnicos e cientistas começam a rastrear o viajante. Até que Tony aparece em 1912, a bordo do navio Titanic, um dia antes de seu afundamento!
Tony tenta contar a verdade ao capitão do navio sobre o que vai acontecer no dia seguinte. Mas, é considerado louco e preso no porão por ser clandestino. No laboratório, os técnicos localizam Tony e percebem que ele tem de receber ajuda urgente para se libertar da cela, ou morrerá afogado. Assim, Doug recebe permissão do General Kirk para viajar no tempo e encontrar o colega cientista preso no passado.
Tony é solto por Doug, mas o navio realmente sofre o impacto do iceberg. Ambos ajudam a salvar os passageiros em botes salva-vidas e, quando estão prestes a cair no mar, a sala de controle do Túnel do Tempo consegue congelá-los e iniciar uma tentativa de transferência para o presente. Então, algo dá errado e eles não voltam para casa, mas, sim, a uma outra época, no compartimento de um foguete, prestes a decolar para Marte. Tony e Doug estão presos no tempo, devido a um mal funcionamento do equipamento!
Com isso, o Senador Clark retorna a Washington com a promessa de que o financiamento não será cortado para o projeto, deixando General Kirk no comando. Está montado o cenário para o desenvolvimento da série.
O único elo de ligação dos dois cientistas e seus colegas é uma grande tela da sala de controle do Túnel do Tempo, capaz de captar as imagens em tempo real da época em que Tony e Doug estão. Assim, os dois vivem momentos históricos e ajudam figuras importantes do passado a escrever seus nomes na história.
Tony e Doug estão conectados de uma época da história para outra, definindo assim os episódios que se estenderão no passado e futuro. Ambos são firmes em suas determinações de manter um ao outro a salvo, arriscando-se na esperança de um dia voltarem para casa. No episódio-piloto, por exemplo, Tony fica preso em uma mina que desmoronou e Doug  tenta soltá-lo. Ambos podem ficar soterrados a qualquer momento.
Grande parte dos episódios inicia-se com a seguinte narração, na voz original de Dick Tufeld (o Robô de Perdidos no Espaço) e narrada em português por Ibrahim Barchini, do estúdio AIC:
“Dois cientistas americanos se encontram perdidos nos infinitos labirintos de épocas passadas e futuras, durante a primeira experiência do maior e mais secreto projeto americano: o Túnel do Tempo. Tony Newman e Doug Phillips partem agora indefesos para uma nova e incrível aventura, em alguma parte dos eternos caminhos do tempo”.
Tony e Doug tomam parte de notáveis eventos do passado, tais como o já citado naufrágio do Titanic, o ataque a Pearl Harbor, a erupção do Krakatoa, a Batalha do Álamo e muitos outros. Da sala de controle, o General Kirk, Ray e Ann são capazes de monitorá-los no tempo e espaço que se encontram. Se comunicam com os cientistas através de transmissões de voz e enviam-lhes armas e equipamentos pelo túnel.
Infelizmente, quando a série foi cancelada abruptamente no verão de 1967, não chegou a ser filmado um episódio em que os dois cientistas retornam para o complexo Túnel do Tempo em segurança.

Viajar Pelo Tempo Torna-se Possível

A viagem através do tempo é facilitada pelo fato de uma determinada época ser retratada como um espaço continuum, acessível em qualquer ponto através da engenhosa máquina (o túnel) como um corredor abrangendo seus alcances infinitos. No primeiro episódio, por exemplo, quando o Senador Clark vê a imagem do transatlântico na tela da sala de controle (foto), ele é informado pelo Dr. Swain que está sendo visto o “passado vivo”. O Salão Althea, por sua vez, é informado por Tony Newman que o passado e o futuro são um só.
O projeto também é um portal que liga o “complexo” Túnel do Tempo com as mesmas épocas do tempo em que Doug e Tony se encontram. Outras pessoas do tempo podem ser realocadas pelo Túnel de sua era para uma outra, como Maquiavel é alternado de sua Era para a da Campanha de Gettysburg, em 1863.
No decorrer da série, Doug, Tony e as pessoas envolvidas no projeto do Túnel do Tempo descobrem que os eventos do passado podem ser alterados, em certa medida, pela intervenção dos viajantes do tempo e, em alguns eventos, sua pesquisa histórica permite tais alterações.
O episódio 26 (“O Ataque dos Bárbaros”), por exemplo, explora o cenário de um dos viajantes do tempo se apaixonando por uma personalidade do passado: Tony e a Princesa Serit, filha de Kublai Khan. Marco Polo diz a Doug: “Eles não podem se tocar um ao outro?”. A própria História aponta para a possibilidade de Serit se casar com Tony, conforme Ann informa ao General Kirk. A informação histórica sobre as vítimas de Billy The Kid causa alarme a Ann, Ray e o General Kirk, pois a mesma registra que Billy The Kid matou dois forasteiros próximo de Lincoln, Novo México, em abril de 1881, justamente quando Tony, Doug e Billy The Kid estão reunidos.

Produção da Série

Foram utilizados sets, imagens de arquivos de filmes da 20th Century Fox Film Corporation, bem como figurinos que sobraram de um grande número de dramas de época, também produzidos pela Fox. Até fotos em preto e branco do naufrágio do Titanic foram utilizadas nesta produção televisiva a cores.
Somente alguns atores usaram trajes para um determinado episódio, intercalados com cortes (edição) de grande massa de pessoas vestidas de forma similar, a partir de características originais. Apenas um set foi construído especialmente para o programa, que foi a sala de controle principal do Túnel do Tempo.
Para o episódio-piloto, foi construído um grande set de filmagem caracterizando a sala de controle, e um longo túnel do tempo foi criado utilizando-se filmagens de óptica fosca.
Após o piloto, ocorreram mudanças de locação para produzir a série. Os atores Colbert e Darren (os personagens Doug e Tony, respectivamente) filmaram suas cenas em outro estúdio, nos fundos da 20th Century Fox, ou em locação, enquanto que aqueles que interpretaram a equipe do complexo Túnel do Tempo fizeram suas tomadas em um set menor e revisto para a Sala de Controle do Túnel do Tempo (devido à produção ter de utilizar um estúdio de acústica menor do que o anterior usado para a filmagem do episódio-piloto).
Alguns episódios contaram com alienígenas que vestiam trajes e adereços originalmente criados para outras produções de TV e cinema realizadas por Irwin Allen.
Erros de continuidade e erros em fatos históricos ocorreram em toda a série. No episódio de estreia, “Volta ao Passado”, por exemplo, o Capitão Smith do Titanic é chamado de “Malcolm”, quando historicamente seu nome era Edward. Os nomes dos oficiais secundários também são fictícios, ainda que o livro campeão de vendas de Walter Lord, “A Night To Remember”, tivesse sido lançado apenas nove anos antes. Tony afirma que ele nasceu em 1938. Alguns episódios depois, em “O Dia Que o Céu Desabou”, ele afirma que tinha sete anos quando Pearl Harbor foi bombardeada em 1941, o que matematicamente torna 1934 seu ano de nascimento.
A única trilha original de O Túnel do Tempo é seu tema de abertura, composto por John Williams (creditado como “Johnny Williams”). Por uma questão de economia, talvez, Irwin Allen se utilizou de trilhas sonoras de outros filmes da Fox nos episódios da série. Notadamente, a grande maioria dessas trilhas é do compositor Bernard Herman. Este que já havia trabalhado com o diretor Alfred Hitchcock e fez muitos  trabalhos para a Fox, além de ser amigo pessoal de Irwin Allen.
No episódio “O Fantasma de Nero”, ouve-se a trilha do filme “Viagem ao Centro da Terra” (1959), composta por Herman no mesmo ano. No episódio “Os Raptores”, é usada a trilha do filme “O Dia em Que a Terra Parou” (1951). E nos 30 episódios de O Túnel do Tempo, é possível ouvir fragmentos dessas duas trilhas.
A série ganhou um Emmy Award (o Oscar da televisão) em 1967, por realizações individuais em Cinematografia. O prêmio foi para L.B. “Bill” Abbott, por seus efeitos especiais de fotografia.

Temas Recorrentes

 Ao final de cada episódio de O Túnel do Tempo é sempre exibido um mini-trailer do episódio seguinte, mostrando Doug e Tony chegando ao seu próximo destino. Este recurso também foi utilizado pelo produtor Irwin Allen, na série Perdidos no Espaço.
 A impressionante introdução para a escala do projeto (mais de 36 mil pessoas e enormes edifícios subterrâneos) nunca é vista após o primeiro episódio, exceto por dois trechos filmados e usados repetidas vezes. Um é do enorme gerador de energia piscando e outro do túnel de segurança que funciona através de uma passarela. Algumas destas filmagens foram uma homenagem ao filme clássico de ficção-científica “O Planeta Proibido” (Forbidden Planet, 1956, MGM), mas novas pinturas foscas e modelos foram criados especificamente para o episódio-piloto de O Túnel do Tempo.
 Virtualmente, cada episódio envolve a captura ou o cárcere de Doug, Tony, ou ambos, assim como fuga, recaptura, nova fuga, antes da transição de ambos para o próximo episódio.
 Quase todas as locações usadas para as filmagens situaram-se no sul da Califórnia ou arredores. Isso fez com que as cenas que se passam em diferentes partes do país (ou do mundo) tenham a mesma paisagem montanhosa, com árvores arejadas e plantas típicas da região onde ocorreram as filmagens. 
 Doug e Tony quase sempre aparecem em algum lugar do passado. Eles viajaram para o futuro apenas em quatro ocasiões: duas em 1978, uma no ano de 8433 e, em parte de um episódio, viajaram a 1 milhão de anos D.C., para um futuro irreconhecível.
 Alienígenas e pessoas do futuro estão quase sempre vestidos de forma idêntica, muitas vezes em folhado de alumínio, como visto em outras séries de TV produzidas por Irwin Allen na época.
• Normalmente, Tony e Doug viajam no tempo juntos. Apenas em algumas ocasiões eles foram transportados a lugares ou épocas diferentes.
• Os protagonistas da série estão sempre com a mesma roupa e elas se mantém muito limpas.
• Tony e Doug nunca dormem? Os cientistas do túnel não descansam? Praticamente estão sempre monitorando a posição dos dois cientistas.
Existe um romance entre a Dra. Ann MacGregor e o Dr. Douglas Phillips. Isso fica claro no episódio “Os Raptores”, quando, ao se reencontrarem, Ann dá um caloroso abraço em Doug, provando serem mais do que colegas de trabalho.
No episódio “O Dia em que o Céu Desabou”, é possível saber sobre a história de Tony Newman, que era uma criança quando Pearl Harbor foi atacada pelos japoneses. Pode-se ver Tony arrasado com o desaparecimento de seu pai durante o ataque, ele que era um comandante naval. O telespectador pôde ver que o pai de Tony foi atingido por uma bomba que caiu na instalação que ele estava operando. Tony tinha vivido por anos sem saber o que tinha acontecido com seu pai e, sabendo da catástrofe que estava para acontecer, contou a seu pai que ele era seu filho, antes que o oficial fosse morto.
Já que Doug e Tony viajam através da história, eles rapidamente se tornam história, já que ignoram a possibilidade de alterar o futuro ajudando as pessoas no passado. Mesmo que tenham que ajudar Arthur a se tornar um rei, ou ensinar Marco Polo os finos aspectos das armas de pólvora. Não só Tony e Doug podem alterar o passado, mas frequentemente, os personagens que estão com eles são acidentalmente enviados para o futuro, a fim de que possam alterar o presente do túnel: um garoto com uma bomba a ser usada para matar Lincoln acaba no túnel, bem como um francês louco pelo poder e um pirata sedento por sangue. De forma geral, as mudanças feitas pelos dois cientistas não são grandes; o Titanic afundou realmente, mas algumas vidas extras foram salvas graças à intervenção deles.

Episódio-Piloto

Shimon Wincelberg, que já havia escrito o episódio-piloto de Perdidos no Espaço (sob o nome de S. Barr David), também foi o responsável por escrever o piloto de O Túnel do Tempo. O nome do episódio foi “The Man who Killed the Time”, que acabou não sendo filmado, mas tem muita semelhança com o piloto definitivo.
Neste piloto original, o nome de Doug era Peter e ele viajava no tempo por conta própria, sem Tony. Apesar das diferenças, ele também cai no Titanic, mas sob outras condições. A jovem dama que Tony encontra é uma estranha que ele faz amizade, e termina salvando sua vida. No piloto original, Dr. Peter Phillips descobre que seu pai e avô estão a bordo do Titanic e isso torna uma questão muito pessoal para ele salvá-los.
Irwin Allen gostou do script acabado, a 20th Century Fox aprovou, mas a ABC rejeitou. Eles queriam drásticas mudanças se O Túnel do Tempo fosse tornar-se uma série. Para maior aflição de Wincelberg, a Fox pensou ser mais diplomática contratar outro escritor, Harold Jack Bloom, para fazer as revisões. O script final filmado suporta os nomes de três escritores: Allen, Wincelberg e Bloom. Foram derrubadas as ideias de Peter Phillips e seus parentes; onde era Tony Newman virou Doug Phillips; e houve muito menos drama pessoal.
Entretanto, o piloto gravado é muito bom de ser visto e mereceu grande audiência, graças ao excelente elenco convidado, com Michael Rennie, Gary Merrill e Susan Hampshire (foto).

Elenco da Série

- Robert Colbert começou sua carreira no longa-metragem “O Foguete Errante”, dos Três Patetas, em 1959. Na época ele se chamava Bob Colbert. Após a série, não teve muita sorte. Apareceu no longa “Viagem Sob o Mar” (1970 – Warner Bros.), com elenco misto das séries Viagem ao Fundo do Mar e O Túnel do Tempo. O filme foi feito para a tevê, mas exibido no Brasil em alguns cinemas. Após este longa-metragem, Colbert passou a engordar bastante e ficou com o cabelo bem grisalho. Apareceu em vários episódios de Missão Impossível e Smith & Jones. Anos mais tarde, em 1988, apareceu em dois episódios de Dallas, mas com fisionomia praticamente irreconhecível. Hoje, Colbert está com 83 anos, aposentado, e frequenta alguns eventos sobre séries da televisão americana.
- O cantor de rock James Darren começou sua carreira em 1961, no filme “Os Canhões de Navarone”, mas ganhou fama nos longas-metragens da série Gidget, ainda na década de 1960. Antes de seu papel em “Túnel”, foi coadjuvante em episódios de Viagem ao Fundo do Mar, dublou Zé Colmeia no filme de animação “Hey There, It’s Yogi Bear” (1964) e também dublou em alguns episódios de Os Flintstones. Na década de 1970, Darren participou de minisséries e telefilmes e participou de episódios de séries como O Jogo Perigoso do Amor, S.W.A.T. Police Woman,  As Panteras, Hawaii 5-0, Vega$, O Barco do Amor e A Ilha da Fantasia. Na década seguinte, conseguiu fama com o papel fixo de Tenente Corrigan, na série Carro Comando (1982/86), ao lado de William Shatner. Já nos anos 1990, participou de Raven, Melrose Place e Jornada nas Estrelas: Deep Space Nine. Dirigiu alguns episódios de Esquadrão Classe A, Barrados no Baile e  Melrose Place. Como cantor, Darren lançou vários álbuns e excursionou pelo mundo. Darren está atualmente com 78 anos e ainda faz shows como cantor. Casou-se duas vezes: com Gloria Terlitzky (com quem teve o filho Jim Moret, que foi repórter da CNN) e com Evy Norlund, com quem tem os filhos Christian Darren (escritor) e Tony Darren (músico, compositor e cantor).
Talvez quem mais teve sorte na carreira tenha sido a ex-Miss América e atriz Lee Meriwether. Começou na década de 1950, fazendo pontas em filmes como “Quarta Dimensão” (1955) e outros. Após o termino do “Túnel”, voltou a fazer aparições em séries e filmes, até que foi contratada pela Paramount para a série Missão: Impossível, nas temporadas de 1969 a 1971, ao lado do lendário Leonard Nimoy.
Teve participações em outras séries, como Jornada nas Estrêlas e fez o longa-metragem de Batman para o cinema (1966), no papel de Mulher-Gato, ao lado de Adam West e Burt Ward. Voltou a fazer pontas, até que conseguiu participar de outra série: Barnaby Jones, nas temporadas de 1975 a 1979. Também participou de um longa-metragem da série Os Monstros, onde fez o papel de Lilly Monstro.
Whit Bissel, o General Heywood Kirk, começou sua carreira em 1947, no filme “Brutalidade”, ao lado de Burt Lancaster. Fez pequenos papéis e pontas em alguns seriados. Após O Túnel do Tempo, voltou a trabalhar com aparições e participou do filme “Aeroporto” (1969).
John Zaremba apareceu no episódio-piloto de Viagem ao Fundo do Mar (1964) e nas séries Terra de Gigantes e Glenn Ford é a Lei.
Para o elenco, excetuando os protagonistas Colbert e Darren, gravar um episódio da série era muito fácil. Basicamente, tinham de apertar botões, girar alavancas e gritar um eventual “Tony, cuidado!” ou “Nós os estamos perdendo!”. Mas, Lee Meriwether declarou certa vez que os atores do laboratório tinham de atuar olhando para uma tela branca, sem imagens. Eles tinham que fingir estar vendo Doug e Tony, mas estas cenas com os cientistas, geralmente, sequer haviam sido gravadas.

O Fim da Série

O uso de sobras de cenas de filmes do estúdio 20th Century Fox tornou possível que Doug e Tony voltassem no tempo dentro do orçamento da produção. Mas, muitos episódios tiveram de ser escritos para se ajustar a algum filme disponível, algo que comprometeu muito a qualidade de um roteiro. Os escritores reclamavam que Allen trocava diálogos por mais ação e explosões e isso resultou em muitos episódios fracos.
Apesar de tudo, a série foi considerada boa e os efeitos especiais impressionantes. Mas, o fato de Irwin Allen rejeitar scripts historicamente corretos, ou histórias que requeriam alguma reflexão por parte do telespectador, deixou o show um pouco infantil.
Não havia realmente condição de fazer certas sequências com efeitos especiais, tal como o afundamento de um transatlântico, com a magra verba de uma série de tevê. Por isso, cada episódio histórico surgiu de um filme, fazendo O Túnel do Tempo uma reprise de gêneros. O episódio “Viagem à Lua” usou cenas do filme “Destination Moon”. “Presente de Grego” usou “The 300 Spartans” para as cenas dos exércitos troiano e grego em batalha.
Geralmente as montagens davam certo, mas há ocasiões que nem tanto. No episódio “Viagem à Lua”, o modelo do foguete que é visto decolando do Cabo Kennedy é diferente do foguete visto em cenas do restante do episódio.
Os piores sets foram os que se passaram no futuro. Quando todas as ideias acabaram e o acervo de filmes se tornou escasso, a qualidade caiu bastante, com episódios tolos e impossíveis de levar a sério.
Talvez, a ideia de o Governo Americano ter conseguido manter em segredo um projeto do tamanho do Tic-Toc em um local com 12 mil pessoas, 800 andares de profundidade é algo menos aceitável que realmente existir um túnel do tempo. Mas essa era a marca de Irwin Allen, um homem que muitas vezes pediu: “Não seja lógico comigo”.
Em face a todos esses problemas e a competição por ser exibido originalmente nos EUA nas noites de sexta-feira, entre o popular James West na CBS e O Agente da U.N.C.L.E. na NBC, Tony e Doug foram “vítimas”, mas não por estarem perdidos no tempo e, sim, pela queda de audiência. Apesar de “Túnel” não ir tão mal, e até chegou a ser escalado para ter uma segunda temporada, era um show caro, sem dúvida influenciando a decisão da ABC em cancelá-lo após um ano. O show mais inovador de Irwin Allen estava acabado. As reprises foram boas para a popularidade da série, em exibições vespertinas em estações locais.
 Um elemento adicional de dor de cabeça para todos os envolvidos na produção da série foi o orçamento. Irwin Allen estava pressionado para não extrapolar e, muitas vezes, um script que deveria ser rodado em cinco dias era apressado para quatro, até três dias, para economizar dinheiro. Com essa pressão de Allen em cima das equipes, o ambiente foi ficando ruim, afetando a todos. Robert Duncan, um talentoso roteirista que havia feito scripts para Perdidos no Espaço e Terra de Gigantes declarou que não era uma agradável experiência escrever para O Túnel do Tempo. Brigas constantes deixavam todos de mau-humor e Duncan admitiu que os sets de filmagem “não eram um lugar para levar nossas crianças ou pais”. Duncan queria produzir diálogos mais substanciais, mas Allen queria falas simples, como “vamos!”.

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