Bem-vindos ao Impérios Rex e Lady Marian!

Bem-vinvos ao Impérios Rex e Lady Marian!


Este site foi criado objetivando trazer um pouco de entretenimento, ao meu ver, saudável, pelo menos pra mim, que gosto de escrever, ler e comentar, e a partir daí gerar discussões sobre os temas quadrinhos, cinema, seriados de TV e até pequenos textos, que poderão agradar a alguns e desagradar a outros tantos. Sem fins lucrativos, apenas mera distração inconsequente. Pode parecer similar a outros já existentes, mas perceberão com o tempo um diferencial agradável. Enfim, vamos entrar no espaço do Impérios Rex e Lady Marian. Sejam realmente bem-vindos! Este espaço é para todos!

domingo, 8 de fevereiro de 2015

O TEMPO




O TEMPO

O tempo para as poesias não existe,
elas é que vêm me possuir, vez por outra.
Cada poema que tenho escrito nos últimos tempos,
aqueles inéditos,
são o quase diário dos meus dias,
nem sempre o ocorrido,
por vezes o apenas desejado,
outras horas apenas o quase acontecido,
mas sempre o imaginar dos dias que passam
cada vez mais rapidamente
para que eu desconte o tempo
que havia antes perdido;
por isso, não por menos, repito, sempre:
sinto-me um menino,
que pode brincar com o tempo
e desejar um relógio e calendário próprios,
para que os segundos e minutos não se contem, 
e os dias não sejam riscados como a marca do que fora,
 já que agora só há o tempo
a ser contado em menos dias,
até o zero que não sei quando será,
e por isso já não mais importa contar o tempo,
mas aproveitar cada instante que ainda tenho.




TOTALIDADE

Tu não és uma estrela...és o céu!
Não és uma flor...és o campo!
Sois a totalidade...um encanto!
Uma mistura de menina e mulher!

Se no céu há Sol, és tu a Lua
Se na vida há tristeza, tu és a felicidade!
Assim completa tu, meu grande amor
A ponte de meus desejos à realidade.

Sim, e sois tão real!
Que inveja teriam de mim os grandes poetas
Que em milhares de versos gastavam seus punhos
E os dedicavam a inexistentes deusas do amor
(tolos!)

Mas tu, não, não és imaginária!
Posso senti-la em meus braços, ver seu sorriso
Sentir em meus lábios a doçura dos seus
Compartilhar deliciosos prazeres do corpo e da alma

E ainda poder dizer...Te Amo!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015



A SAGA DO MONSTRO DO PÂNTANO 




Minha intenção era comentar a "Coleção Histórica Márvel" dos X-Men (04 volumes da Panini Comics) mas eis que vejo um lançamento extraordinário: A Saga do Monstro do Pântano, de Alan Moore. Que me perdoem os pupilos de Charles Xavier, mas ficaram para depois. Rapidinho, vamos lembrar que o personagem O Monstro do Pântano (The Swamp Thing) foi criado para uma historieta curta da revista The House Of Secrets número 92 (DC Comics - abril de 1971) por Len Wein e Bernie Wrightson. Aqui no Brasil esta história foi publicada na antiga revista Misterinho em cores - A Casa Mal Assombrada (Ebal). The House  92 vendeu mais que os títulos mais tradicionais da época (Superman, Batman e Mulher Maravilha). Como era um empresario muito esperto, o então editor geral da DC, o grande artista Carmine Infantino, pediu a Bernie e ao Len para transformarem aquela história curta em uma série periódica.  A principio eles se negaram, mas após um ano aceitaram a idéia, porém começando do zero, ou seja, um novo começo para o personagem. O número 01 de Swamp Thing foi sucesso imediato ao chegar às bancas em agosto de 1972. Nos anos seguintes, o mundo do personagem Alec Holland, foi recheado de personagens de apoio tão marcantes quanto o cientista louco  Anton Arcane, sua bela sobrinha Abigail, o agente federal  Matt Cable e mais uma  variada miríade dos mais terríveis, grotescos e maravilhosos monstros que você possa imaginar. Depois de 10 edições, Bernie decidiu deixar o título. Len Wein continuou escrevendo por mais três edições trabalhando com o extraordinario artista filipino Nestor Redondo, até perceber que ja não se divertia mais sem a parceria com Bernie. Com a saída do escritor Len Wein, a revista continuou, alternando os roteiristas, primeiro com David Michelinie e depois com Gerry Conway. Mas a curva econômica dos retornos decrescentes prevaleceu e, depois de cerca de 12 edições, Swamp Thing foi cancelada. Em 1982 o roteirista e diretor Wes Craven  (A Hora do Pesadelo), decidiu fazer um filme  do Monstro do Pântano. Nesta época o escritor Len Wein estava trabalhando para a concorrente da DC, a Márvel Comics, quando ao saber da realização de um filme com sua criação entrou  em contacto com a editora geral da DC Jenette Kahn sugerindo que os quadrinhos do Monstro devessem voltar, para apoiar o filme. Com roteiros de Martin Pasko e desenhos de Tom Yeates  a revista voltou com o título de The Saga Of The Swamp Thing, com a numeração iniciando do 01. Martin Pasko abandona a revista no número 19.  Neste momento entra em cena Alan Moore, que já era sucesso na Inglaterra, (Doctor Who Weekly, 2000 AD, Marvelmen (nos EUA Miraclemen), o ótimo suspense politico V de Vingança, que lhe deu o prêmio British Eagle de melhor roteirista em 1982 e 1983),  para dar uma repaginada no personagem e eleva-lo a patamares jamais imaginados. Moore foi convidado a assumir o título por um de seus criadores, Len Wein. "Chove lá fora esta noite. Pingos gordos e mornos de verão pintam manchas de onça nas calçadas. No centro, velhas senhoras correm às sacadas carregando vasos de plantas como se fossem parentes doentes ou filhos únicos". Esta introdução é simplesmente  extraordinaria. Com desenhos de Steve Bissete e John Totleben, o número 20 de The Saga Of The Swamp Thing  inicia a era Alan Moore; com o título Pontas Soltas, a história faz o encerramento da maioria das tramas pendentes de Marty e, ao mesmo tempo, prepara terreno para as notáveis histórias por vir. É necessário dizer que de 1983 a 1987, Alan Moore revolucionou os quadrinhos dos Estados Unidos. Sua abordagem revolucionaria na séria do Monstro, definiu novos padrões para a narrativa gráfica e desencadeou uma revolução na nona arte que repercute ate os dias de hoje. O resultado é uma das mais duradouras obras-primas dos quadrinhos. Vale a pena acompanhar a Saga do Monstro do Pântano, em seis edições, que reproduzem todo o  trabalho de Moore na revista The Saga Of The Swamp Thing. Confiram.





terça-feira, 3 de fevereiro de 2015



SEM TÍTULO 
(Na verdade estou omitindo o título)   

No sorriso de uma criança 
eu vi a esperança nascer.
No meu coração, 
a lembrança do seu jeito sincero de ser
De ser pura, sem maldade.
Como uma criança, faz todas as coisas a seu modo
Num cheiro gostoso de paz
Meu mundo que era pequeno
nele hoje me sinto perdido.
As cores voltaram ao meu mundo
depois de ter lhe conhecido,
a rosa sentiu inveja,
a flor se sentiu pequena,
quando você passou,
Com seu jeito sedutor de menina faceira.
Mas muitos não viram a beleza,
que aprendi a conhecer e amar.
Dentro de seu interior para numca mais esquecer
Que a esperança verdadeira vem do nosso coração
Do sorriso de uma criança
Do mundo de solidão.
Vem de onde possa vir.
Vem para fazer viver
Tudo isso conheci
Quando aprendi a amar você...
 (Abril/2005)





A MAGIA DA POESIA

Algum dia, um poeta serei, 
saberei palavras transformar. 
Num passe de mágica, poderes terei, 
para sonhos bonitos e agradáveis criar.
Pra você meu amor, vou fazer um lugar especial e, 
com esmero, circundar tudo em branco mural. 
Será como um grande jardim: 
borboletas, pássaros e flores coloridas, 
suave perfume jasmim, 
e doces canções de amor, jamais ouvidas. 
O chão, recoberto de nuvens macias, 
beijará os seus pés descalços. 
Vai sentir que a tênue brisa acaricia seus cabelos, seu rosto, seus braços...
E quando olhar para o céu, 
seus olhos irão refletir a côr 
da cobertura, do véu, 
do veludo azul-amor.
Será essa a minha oferta, 
meu presente para o seu prazer: 
no dia em que eu for um poeta, 
com palavras, magia vou fazer.
Quem sabe você numca irá me esquecer.....

(*20/04/2005)



sábado, 20 de setembro de 2014

RESPIRANDO ARTE



RESPIRANDO ARTE

A Arte
tarde invade outra parte...
Ainda mais forte
irrompe da carne
transcende a parte
da qual é fim...

Inspirado em parte,
suando forte,
modela a parte que pari a arte,
nascendo assim.

Respirando arte,
libera a alma,
ainda que tarde,
vivendo enfim.

Outono/1976

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Príncipe Valente, um clássico dos quadrinhos.


Criação máxima de Harold Foster (Hal Foster) para páginas dominicais dos jornais americanos em 1937, Príncipe Valente é o ápice das histórias em quadrinhos de aventuras em sequência.
A série rapidamente se destaca, entre outros aspectos, pelo fato de ser desenhada no formato de página inteira com textos no rodapé das imagens, em narrativas sofisticadas, as quais são desenhadas de forma extremamente cuidada em folhas de grande formato, com um fantástico sentido de pormenor, de composição e de pesquisa documental. Com efeito, o desenho é profundamente realista, rigoroso e minucioso, ilustrando e descrevendo paisagens e vistas panorâmicas fabulosas, assim como cenas de combates e batalhas, que têm tanto de majestosas como de violentas.
Cronologicamente, as aventuras de Príncipe Valente situam-se no início da Idade Média, em pleno século V, e estas aventuras enquadram-se dentro do gênero de epopeia medieval. Nesta extraordinária série de aventuras fantásticas e épicas de cavalaria, Príncipe Valente, filho do Rei de Thule, combate os Hunos e os Saxões, vive aventuras por mares e terras distantes, chegando até ao Novo Mundo (América). Nos primeiros tempos, quando desembarca na Bretanha, Príncipe Valente chega ao Reino de Camelot, passando a viver na corte do Rei Arthur e dos Cavaleiros da Távola Redonda.
O herói imaginado e idealizado por Harold Foster é um príncipe, mais tarde feito cavaleiro, solitário por natureza, em busca de um destino e de uma forma de perfeição, simbolizada pela procura incessante do "Graal". Príncipe Valente irá, assim, viver uma vida recheada de aventuras, emoções e perigos. A sua existência e conduta irá reger-se por um estrito código de honra onde a coragem e a bravura são acompanhadas pela inteligência e, sobretudo, por um inabalável sentido de justiça e humanidade.
Chegados aqui e, antes de nos alongarmos mais, convém situar, historicamente e mais em pormenor, o início desta série. Assim, é necessário dizer que, como em qualquer outra história, esta fantástica saga e epopeia começa com o habitual "Era uma vez...".
Era uma vez um guerreiro chamado Sligon que trai o seu Rei, Aguar de Thule, pretendendo destroná-lo e ocupar, pela força das armas, o trono. Para isso, Sligon trava com o Rei um combate do qual sai vencedor. O legítimo Rei vê-se, assim, afastado, de forma brutal e cruel, do seu reino. Vendo o seu trono ser usurpado, de forma traiçoeira e ilegítima, por Sligon, não resta outra alternativa a Aguar a não ser fugir com a sua esposa e o filho de 5 anos, o jovem Príncipe Val, juntamente com um punhado de fiéis seguidores.
O traidor Sligon sabe que, a partir daquele momento, não pode viver descansado sobre o trono usurpado enquanto o Rei Aguar ou o Príncipe Valente viverem para lutar e tentarem reconquistar aquilo que é seu por direito. O Rei Aguar de Thule e a sua família desembarcam, então, na Bretanha, ficando aí exilados por tempo indeterminado. O jovem príncipe passa a sua infância nos charcos bravios, aprendendo a destreza do caçador e a arte da sobrevivência. Aí conhece Sir Gawain, iniciando-se, desde logo, uma forte amizade entre os dois que durará toda a vida. Os dois novos amigos cavalgam até ao Reino de Camelot e ali vão passar vários anos em treino árduo na arte e técnica da cavalaria.
Em Camelot, Príncipe Valente oferece os seus préstimos ao Rei Arthur, a quem servirá até ao fim da vida. Entretanto, o nosso herói inicia-se nas regras e segredos da cavalaria, vindo a tornar-se mais tarde Sir Valente, cavaleiro da Távola Redonda. A seguir, empreende a reconquista do Reino de Thule, de onde a sua família havia sido obrigada a fugir para se refugiar e exilar nos territórios pantanosos e insalubres da Bretanha. A partir daí, Príncipe Valente viaja pelo mundo vasto e imenso, violento e perigoso, em busca de aventuras e emoções, travando mil e uma batalhas épicas, derrotando exércitos e guerreiros e oferecendo o seu escudo e espada a causas nobres.
Foster, ao não usar os "balões" para os textos, retomou o estilo dos primeiros quadrinhos ao mantê-los na parte de baixo de cada quadro. Os acontecimentos mostrados são historicamente precisos, mas de épocas históricas  bem distintas que vão desde o antigo Império Romano  à Alta idade média, com algumas poucas ambientações em tempos mais recentes.
Tive o primeiro contato com o Príncipe Valente em 1972, quando li algumas edições em formato de livro da antiga editora Saber, (um horroroso formatinho, papel jornal de qualidade medonha, com supreção de vários quadros da pagina original, enfim, um publicação de péssima qualidade), mas adorei os textos e os magníficos desenhos. Tempos depois reencontrei o personagem nos Álbuns de luxo da antiga Editora Ebal, lamentavelmente publicados em preto e branco, no entanto de uma qualidade inigualável. Cheguei a comprar 9 volumes da coleção (acho que era publicado um volume por ano). Também li o personagem no antigo Gibi Semanal, Gibi Mensal, Almanaque do Gibi Nostalgia e Almanaque Príncipe Valente, da Rio Gráfica e Editora.
As Aventuras do Príncipe Valente, encarnam o espírito dos romances de Cavalaria. Com o desenrolar das aventuras, Valente cresceu, tornou-se cavaleiro da Távola Redonda (episódio de 1939), casou-se com a linda e exuberante Aleta e teve um filho, Arn. Como bem notou uma revista da EBAL, a serviço de seu soberano, ou por amor de Aleta, ele enfrenta dragões e feiticeiras, combate os vikings e os hunos. Viaja, inclusive, para a África e para a América (onde nasce Arn).
Os personagens criados por Foster não são muito originais, príncipes heróicos, bruxas, malandros simpáticos, reis cruéis, mas os enredos são bem construídos, com muitas reviravoltas e suspense. Aventuras e batalhas preenchem a maior parte das narrativas, mas são os episódios de humor que parecem ter resistido melhor ao tempo, como a passagem em que Val executa um arriscado plano apenas para roubar as roupas de um inimigo. Para temperar as histórias, o autor também usa um pouco de drama e romance. Diferente dos super-hérois com seus uniformes coloridos em constante combate com super-vilões que algumas vezes beiram o rídiculo, o Príncipe Valente é de um realismo extremo e nos leva a um tempo de beleza extraordinaria, aventuras e atos de bravura.