O TEMPO
O tempo para
as poesias não existe,
elas é
que vêm me possuir, vez por outra.
Cada
poema que tenho escrito nos últimos tempos,
aqueles
inéditos,
são o
quase diário dos meus dias,
nem
sempre o ocorrido,
por vezes
o apenas desejado,
outras
horas apenas o quase acontecido,
mas
sempre o imaginar dos dias que passam
cada vez
mais rapidamente
para que
eu desconte o tempo
que havia
antes perdido;
por isso,
não por menos, repito, sempre:
sinto-me
um menino,
que pode
brincar com o tempo
e desejar
um relógio e calendário próprios,
para que
os segundos e minutos não se contem,
e os dias
não sejam riscados como a marca do que fora,
já que agora só há o tempo
a ser
contado em menos dias,
até o
zero que não sei quando será,
e por isso
já não mais importa contar o tempo,
mas
aproveitar cada instante que ainda tenho.
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