Bem-vindos ao Impérios Rex e Lady Marian!

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Este site foi criado objetivando trazer um pouco de entretenimento, ao meu ver, saudável, pelo menos pra mim, que gosto de escrever, ler e comentar, e a partir daí gerar discussões sobre os temas quadrinhos, cinema, seriados de TV e até pequenos textos, que poderão agradar a alguns e desagradar a outros tantos. Sem fins lucrativos, apenas mera distração inconsequente. Pode parecer similar a outros já existentes, mas perceberão com o tempo um diferencial agradável. Enfim, vamos entrar no espaço do Impérios Rex e Lady Marian. Sejam realmente bem-vindos! Este espaço é para todos!

sábado, 14 de fevereiro de 2015

SESSÃO NOSTALGIA





BATMAN – O HOMEM MORCEGO - 1943



Na década de 40 surgiu o primeiro filme do homem morcego chamado  "The Batman", numa época em que o mundo estava mergulhado na Segunda Guerra Mundial e o cinema tornava-se uma grande fonte de diversão e também de informação. Era a grande coqueluche do momento, onde além dos filmes eles podiam também acompanhar as últimas notícias da guerra.

Todos queriam ir ao cinema e nessa época além dos filmes tradicionais, muitos desenhos em quadrinhos vieram para a tela grande como Tarzan, Superman, Buck Rogers, Mandrake, entre outros.  Flash Gordon era um exemplo de sucesso, tanto de público, como da crítica especializada.

Foi nesse clima que Batman saiu dos quadrinhos e também veio para o cinema. Em junho de 1943, a Columbia Pictures apresentou o seriado "The Batman", com 15 episódios de 30 minutos cada, em preto e branco, com direção de Lambert Hilyer e tendo no elenco principal Lewis Wilson como Batman e Bruce Wayne e Douglas Croft como Robin e Dick Grayson.

Mais tarde com a popularização da televisão, esses filmes passaram também a serem apresentados na pequena tela como um seriado em diversas partes do mundo, principalmente entre a década de 50 e 60 e depois praticamente desapareceram.

Neste filme Alfred foi interpretado pelo ator Willian Austin e o grande vilão nipônico Dr. Daka era interpretado por J.Carrol Naish (que não era japonês).

Este serial de quinze capítulos consecutivos, foi o primeiro aparecimento de Batman e Robinnos cinemas. Embora seja um filme de aventuras, ele é muito diferente daquilo que nós conhecemos hoje dos filmes de Batman. Devido ao andamento consecutivo das cenas, muitas mudanças tiveram de ser feitas aos personagens de Batman e Robin. 

Por exemplo, Batman e Robin não eram vigilantes, mas sim agentes do FBI. Eles também não travavam batalhas com vilões excêntricos ou cômicos. O principal inimigo deles era um cientista japonês. O filme era recheado de propaganda anti-japonesa, pois naquele época os Estados Unidos estavam em guerra com o Japão e seus aliados.

O orçamento para o filme era bem escasso e isso não permitia criar jogos excitantes, brigas incríveis, contrato de bons atores e nem tinham um câmera adequada compatível com os grandes filmes feitos em estúdios maiores como os da Warner ou Paramount. Em outras palavras, a Columbia só teve dinheiro para fazer um seriado num estúdio pequeno.

A edição e transição entre as cenas eram um deleite. Muito o que aparece neste filme parece engraçado para a maioria das pessoas que estão acostumados às grandes produções dos dias atuais, mas mesmo assim Batman conseguiu agradar ao público da época.

O Dr. Daka, o vilão japonês deste filme, se escondia num trem-fantasma muito luxuoso, todo ele ornamentado no estilo oriental, com uma estátua de Buda ao fundo, localizado em um parque de diversões nos arredores de Gothan City. O terrível japonês tinha uma máquina que emitia raios por rádio que era capaz de pulverizar paredes e também transformar alguns prisioneiros de guerra americanos em zumbis, eletronicamente controlados através de ondas telepáticas que eram capazes de comunicar-se com o laboratório dele através de sinais de vídeo.

Além disso adorava criar crocodilos que ele alimentava com deliciosos frangos, seu passatempo predileto. Batman e Robin tinham a grande missão de deter o Dr. Daka e desviar a carga de rádio que ele mantinha sobre Gothan City e por um fim ao seus esquemas ardilosos. Shirley Patterson fazia a adorável assistente, Linda Page, do Dr. Borden na Fundação da Cidade de Gothan. Ela era a paixão de Bruce Wayne e era muito amiga dele.






Os filmes de seriados naquela época eram geralmente apresentados nos finais de semana, tinha vários capítulos e sempre o episódio acabava numa hora que o herói se encontrava em grandes apuros, fazendo com que o público retornasse na outra semana para ver como ele havia se safado daquela situação.

Neste filme, porém, aconteciam coisas incríveis, outras inacreditáveis como: Batman usava uma máscara muito folgada com orelhas em forma de cone amoldadas que mal conseguiam ficar de pé.

Não havia nenhum batmóvel. Eles usavam uma limousine conversível normal. Quando eles usavam a identidade de Bruce Wayne e Dick Grayson eles andavam com o carro descoberto e quando eram Batman e Robin o carro aparecia fechado. O carro era sempre o mesmo e ninguém desconfiava.

Não havia nenhum comissário Gordon. Os nossos heróis, Batman e Robin eram oficiais da polícia e recebiam ordens do Capitão Arnold.

Alfred era muito cômico, parecia estar nervoso a todo momento. A postura inglesa nele era muito forçada e também ele era mais motorista do que propriamente um mordomo. O sobrenome de Alfred neste filme era Bible e em outros filmes de Batman o sobrenome dele sempre foi Pennyworth. Ele também era meio calvo e tinha poucos cabelos pretos.

Foi neste filme que apareceu pela primeira vez a Batcaverna, que depois passou a ser incorporada aos comics e existe até hoje.


 





Neste filme  ainda não aparece nenhuma engenhoca morcego. Ao contrário, era o vilão que tinha muitas invenções inteligentes e interessantes. Batman lutava contra o crime com ferramentas muito limitadas como gancho, corda e um pequeno rádio transmissor, além de uma lanterna. Robin usava uma lanterna de sinal morcego que era mais exótico do que utilitário.

Eles lutavam como se fossem brigas de rua, como amadores e não tinham conhecimento de nenhum golpe de artes marciais e geralmente apanhavam mais que os vilões. Durante as lutas de corpo-a-corpo a sua capa vivia enrolando-se nele.

Batman já tinha seu cinto de utilidades mas nunca usava. Em uma das cenas Batman desce por uma escada e seu cinto se enrosca e caem de dentro vários cigarros.











O Batmóvel de 1943






Este seriado encontra-se disponível para compra em DVD (DVD duplo) produzido pela Clássicline. Vale a pena assistir.




ESPAÇO: 1999





RECORDAR É VIVER  - ESPAÇO: 1999


O ano era 1975, eu tinha 15 anos e adorava ficção, e para meu deleite,  estreava na antiga TV Itacolomi (Canal 4) um extraordinário seriado. Espaço 1999 (exibido em rede nacional pela TV Tupi 1975/1977) foi um grande seriado se considerada a 1ª temporada. Explico: em razão dos custos, a produção foi dividida com a RAI. O resultado foi superior às produções anteriores.
 A história: No ano de  1983 a Terra dá início à construção da Base Lunar Alpha, complexo tecnológico e científico que tem como objetivo realizar pesquisas para o futuro da humanidade e da exploração espacial. Mas, em 1987, eclode a guerra termonuclear.
Cientes de que o planeta Terra não suportaria mais uma guerra, após o término do conflito os sobreviventes se unem fazendo surgir uma sociedade que visa apenas o estudo científico.
Todos os artefatos nucleares restantes foram guardados em containers e abandonados em depósitos nucleares no lado escuro da Lua. A Base Lunar Alpha, que teve sua construção reiniciada,  passa a ser habitada por cientistas do mundo inteiro.
O comandante da Base é John Robert Koenig (Martin Landau). Em 1996, ele perdera seu posto quando um erro de julgamento arruinou uma missão exploratória, matando algumas das pessoas envolvidas. Mas, em 1999, quando uma estranha doença ataca a tripulação de uma nave que deveria ser lançada em direção ao planeta Meta, John reassume o comando da Base.
Suas investigações levam a concluir que gases nucleares vindos dos containers são causadores da doença. Antes que algo possa ser feito, uma explosão nuclear faz com que a Lua saia de sua órbita terrestre, passando a vagar pelo espaço. Enquanto tentam encontrar uma forma de levar a Lua de volta à sua órbita, os sobreviventes da catástrofe entram em contato com diversos planetas e formas de vida.
No elenco da série original também estavam Barbara Bain, na época casada com Martin Landau, que interpretava a Dra. Helena Russell; Anton Phillips, como o Dr. Bob Mathias, responsável pelo bem estar físico e emocional dos 311 habitantes da base; Barry Morse, como o professor Victor Bergman, cientista; Nick Tate, como o capitão Alan Carter, astronauta responsável pela exploração do planeta Meta; Prentis Hanckock, como Paul Morrow, membro da equipe técnica; Zienia Merton, como Sandra Benes, analista de sistemas e namorada de Morrow; e Clifton Jones, como David Kano, operador de computadores.

O Casal Martin Landau e Barbara Bain



Criada por Gerry e Sylvia Anderson, ambos de Thunderbirds, a série surgiu como uma spinoff de outra produção do casal: UFO de 1969. Nesta, acompanhava-se as aventuras de agentes especializados em proteger a Terra de ataques alienígenas, com quartéis generais localizados na terra, nas profundezas do oceano e na Lua. A série teve apenas 26 episódios produzidos, mas sua reprise a transformou em cult, adorada por milhares de fãs. Assim, em 1970, a CBS americana pediu ao canal inglês ITV a produção de novos episódios de UFO. O projeto recebeu o título de UFO2, que traria uma história protagonizada pela equipe que estava estacionada na Lua.
Visto que as ideias científicas que estavam sendo desenvolvidas para o projeto eram consideradas muito avançadas para a época, Anderson decidiu situar a série no futuro próximo, mais precisamente em 1999. Desta forma a série foi rebatizada com o título de UFO: 1999.
Mas, pouco antes das filmagens terem início, a CBS desistiu do projeto, cancelando-o. Os motivos teriam sido a baixa audiência que a série original começava a registrar em território americano. Com isso, o canal perdeu o apoio dos anunciantes.
O cancelamento por parte da CBS não desanimou os Andersons, que deram continuidade ao desenvolvimento da nova série, contando com o apoio da ITV. Para conseguir pagar os custos de produção, a ITV associou-se ao RAI, canal italiano.
Buscando produzir uma série de ficção científica grandiosa, a produção ampliou os cenários e reescreveram os roteiros. O projeto foi rebatizado com o título de Space Journey: 1999. Na nova história, o comandante Steve Maddox e sua equipe, que trabalham na Cidade Lunar, são atacados por alienígenas, causando a redução da gravidade para zero, o que provoca mudança de sua órbita.
O enredo foi novamente alterado para aquele que conhecemos antes da série estrear em 1975, rebatizada com o título de Espaço: 1999. Exibida na Inglaterra e nos EUA, pelo canal público PBS, os britânicos responderam negativamente à nova produção, que foi bem aceita pelos americanos, levando a série a ser renovada para sua segunda temporada.

 Mas nessa época o casal Anderson se separou, levando a produção a substituir Sylvia por Fred Frieberger, um dos produtores de Jornada nas Estrelas, que sugeriu mudanças nos roteiros e no elenco. Os atores Morse e Hancock foram afastados, sendo substituídos por Tony Anholt, que interpretou o chefe de segurança Tony Verdeschi, e Catherine Schell, que interpretou a alienígena Maya, uma mutante.



Catherine Von Schell interpreta a alienígena Maya

No segundo ano de produção, os episódios que exploravam questões científicas foram substituídos por histórias em que os membros da Base Lunar encontram um número cada vez maior de alienígenas. Para ganhar tempo e cortar custos, eram filmados dois episódios ao mesmo tempo, em estúdios separados. Assim sendo, os personagens de Landau, Bain e Schell não apareciam em todos os episódios.
O resultado foi a queda na qualidade e na audiência, o que levou ao cancelamento da série, com um total de 48 episódios produzidos. Espaço: 1999, já foi lançada em DVD e Blue Ray nos EUA e Inglaterra.
As estórias são ótimas, uma delas, inesquecível: O Retorno da Voyager (The Voyager’s Return – 1ª. Temporada), quando uma sonda espacial em retorno à Terra é interceptada pela Base Lunar Alfa, porém, descobrem que foi seguida à distância por outras três naves alienígenas. É interessante neste episódio a correlação entre exploração, paz, ciência e genocídio, bem como as diferentes interpretações de cada lado.
 Vale a pena rever ou conhecer esta série, ainda que indisponível no Brasil. Quem sabe um dia alguma distribuidora tupiniquim resolva lançar as obras de Gerry Anderson por aqui?



Space: 1999 - 2a. Temporada


 
Martin Landau



sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015


A POESIA 


A poesia
não é mais nem menos,
do que uma brincadeira com as palavras, 
os sentidos, os significados.

Nessa brincadeira, 
cada palavra pode e deve representar
mais de uma coisa ao mesmo tempo.
Isso aqui é também isso aí.

E tem que ter surpresa,
se quer ser poesia, 
tem que ter tristeza, 
tem que ter alegria.

Emoção em cada instante!
Poesia errante.
Poesia ligeira.
poesia romântica, eterna e passageira.

domingo, 8 de fevereiro de 2015



Coleção Histórica Márvel - Os X-Men - Vol. 01 (c/Caixa)



COLEÇÃO HISTÓRICA MÁRVEL – OS X-MEN


 
A Panini Comics lançou uma nova Coleção Histórica Marvel, desta vez estrelada pelos mutantes mais populares da cultura pop mundial: os X-Men. Cada edição da CHM - Os X-Men terá 164 páginas em papel offset, com capa cartão. No primeiro volume, os primeiros grandes momentos da equipe: a primeira aventura e os confrontos iniciais com Magneto, Irmandade de Mutantes, Fanático e o incomum Lúcifer, numa história que revela como o Professor X ficou paraplégico. 

Já no segundo volume está o surgimento de uma nova formação de X-Men, composta por Ciclope, Tempestade, Wolverine, Noturno, Colossus, Solaris, Banshee e Pássaro Trovejante, além da perda prematura de um de seus integrantes. Eventos clássicos de um jeito que só mesmo o roteirista Chris Claremont e os artistas Dave Cockrum e John Byrne poderiam conceber.

Terceiro volume reúne confrontos dos X-men com os robôs Sentinelas, desde sua primeira aparição em 1965. Material clássico de Stan Lee, Roy Thomas, Jack Kirby, Neal Adams, Chris Claremont e Bob McLeod. (aproveitando o embalo do filme X-Men – Dias de um Futuro Esquecido).

Quarto Volume é uma edição temática apresentando vários confrontos dos mutantes contra os Vingadores ao longo de 3 décadas (anos 60-80), novamente sob a batuta de Stan Lee, Roy Thomas, Steve Englehart, Chris Claremont, Steve Ditko, Sal Buscema, John Buscema, Don Heck e Michael Golden.

Os X-Men são uma equipe de super-heróis criada por Stan Lee e Jack Kirby em 1963. Os mutantes são pessoas que nasceram com poderes super-humanos latentes, que geralmente se manifestam na puberdade. Temidos pelo restante da humanidade, os X-Men foram ensinados pelo Professor Xavier a controlar suas habilidades e lutar pelo convívio pacifico com os humanos normais. A HQ já ganhou adaptações para o cinema, além de séries animadas, livros e games.

O material é obrigatório pra fãs dos "X-Men" (por mostrar a verdadeira "gênese mutante" da equipe). Foi aqui que todas as fórmulas foram estabelecidas: Os conflitos internos, romances ("Cíclope" e "Anjo" disputavam "Jean Grey"), o preconceito da raça humana contra os mutantes, os vilões trágicos (movidos por sentimentos de revolta), etc. 
Uma pena que varias aventuras ao longo da coleção já tenham sido publicadas na cancelada coleção Biblioteca Histórica Marvel dos X-men. 

 Em breve vamos falar da Coleção Biblioteca Histórica Marvel, e os 17 volumes publicados no Brasil.